Império Ultramarino Português, Monografia do Império, Henrique Galvão e Carlos Selvagem, I Volume, Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade, 1950, Portugal
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Henrique Galvão (1895-1970) e Carlos Selvagem (1890-1973), Império Ultramarino Português, Monografia do Império, I Volume (4 vols. 1950-1953), Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade, 1950, Portugal.
Henrique Carlos da Malta Galvão (Barreiro, 4 fev. 1895; São Paulo, Brasil, 25 jul. 1970). Oficial do Exército e especialmente versado em assuntos de desporto e coloniais, foi um dos apoiantes da ditadura de Sidónio Pais, sendo então administrador do concelho de Montemor-o-Novo, integrando depois a revolução do 28 de Maio de 1926. Seria depois diretor da Emissora Nacional, comissário da exposição colonial do Porto, em 1934 e governador de Huíla, em Angola. Apoiante de Salazar, veio no final da década de 50 a incompatibilizar-se com o regime, sendo expulso do Exército e aderindo ao grupo apoiante de Humberto Delgado. Ficaria mundialmente conhecido ao liderar o assalto e sequestro do paquete Santa Maria, em viagem do Brasil para Miami a 22 jan. 1961, operação acompanhada pela imprensa internacional, na tentativa de desacreditar e fazer cair o governo de Salazar.
Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (Lisboa, 13 ago. 1890; idem, 13 ago. 1973) foi um escritor que se notabilizou pelas suas obras de trama histórica e, quase sempre, de pendor marcadamente nacionalista, como as de Henrique Galvão (1895-1970), de quem era próximo, sendo coautor do Império Ultramarino Português (4 vols., 1950-1953), que chamou Operação Dulcineia, ao seu assalto ao Santa Maria, em 1961, título de uma peça de teatro de Carlos Selvagem (Dulcinéa ou a última aventura de D. Quixote, Lisboa: Editorial Aviz, 1943). Oriundo do Real Colégio Militar, onde esteve entre 1901 e 1907, tinha ali a alcunha de Selvagem, que passou a utilizar como pseudónimo, passando à Escola do Exército, onde integrou o curso de Cavalaria, tendo prestado serviço em Moçambique, no Niassa, durante a I Grande Guerra, onde voltou entre 1931 e 1934, como capitão governador de Inhambane. Entre outros trabalhos, refira-se o Portugal Militar. Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as Origens do Estado Portucalense até ao fim da Dinastia de Bragança, obra encomendada por concurso público, publicada em 1931, corrigida e anotada pelo autor em 1936 e ainda reeditada em 2006.