Ilha da Madeira e suas Virtualidades Espirituais, Sant’Anna Dionísio, Lisboa, Impressão Neogravura, 1970, Portugal
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Sant’Anna Dionísio (1902-1991), Ilha da Madeira e suas Virtualidades Espirituais, Lisboa, Impressão Neogravura, 1970
José Augusto Santana Dionísio (1902-1991), natural do Porto, conhecido por Sant’Anna Dionísio, foi professor, escritor, jornalista e pensador. Esteve na Madeira de 1931 a 1935,
como professor de Filosofia, no Liceu Jaime Moniz, no Funchal. Muito ativo na vida cultural, foi um dos fundadores da revista Nova Esperança, tendo também colaborado, entre 1934 e
1935, na revista de cinema Movimento e na Prisma, entre 1936 e 1941. Colaborou também na Seara Nova, na qual publicou diversos artigos, entre os quais alguns sobre o arquipélago da
Madeira, os quais fazem parte do livro Atlânticas, editado em 1940. Foi autor de estudos sobre Antero de Quental, Leonardo Coimbra, Raul Brandão, Teixeira de Pascoaes e Raul Proença, entre outros. A sua dedicação à atividade literária no âmbito da crónica e da literatura de viagens revela-se na publicação de livros como Da Urbe e do Burgo (1971) e Alto Douro Ignoto (1973). Em 1970, escreveu Ilha da Madeira e Suas Virtualidades Espirituais, publicado em Lisboa, a partir de uma conferência proferida na Casa da Madeira, a 27 de janeiro de 1960, intitulada “Uma possível experiência de ensino universitário na ilha da Madeira”. Lê-se em nota que a referida prolusão teve como público algumas dezenas de madeirenses e que à leitura se seguiu um debate, tendo como resultado “a decisão de se solicitar aos Organismos competentes do Distrito insular a promoção da experiência sugerida” (DIONÍSIO, 1970, 9). (Luísa M. Antunes Paolinelli DEM 4)