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Arquipelago de Origem:
Damão
Data da Peça:
1603-00-00
Data de Publicação:
14/09/2020
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-14
Proprietário da Peça:
Património de Daman
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Igreja matriz do Bom Jesus de Damão, reforma de 1603 (c.) e seguintes, Damão Grande, Índia

Categorias
    Descrição

    Igreja matriz do Bom Jesus de Damão.
    Alvenaria mista de pedra, reforma de 1603 (c.) e seguintes.
    Damão, antiga Província do Norte do Estado Português da Índia.
    Fotografia de 2010.
    Manguerial Road, Damão Grande, Moti Daman, território de Damão e Diu, estado de Gujarate, União Indiana.


    A atual igreja Matriz do Bom Jesus de Damão deve datar de 1559 a 1570, mas teve depois obras de reconstrução em 1603, de acordo lápide ali encontrada, passando a igreja da Companhia de Jesus e ainda vindo a ser sé da diocese de Damão. Apresenta portais maneiristas, provavelmente desta campanha de obras, ou pouco depois, mas de mãos diferentes, parecendo o lateral mais antigo e com a emblemática dos Jesuítas. Interiormente, é de uma só nave, com capela-mor e do Santíssimo, no flanco esquerdo, junto do magnífico púlpito e 2 altares colaterais.
    A cidade de Damão está situada na foz desse rio, sendo por ele dividida em Moti Daman (Damão Grande), a sul, e Nani Daman (Damão Pequena), a norte. A dimensão é inversa à que resulta das medidas lineares e de superfície, mas direta no que respeita à monumentalidade, pois Damão Grande é a cidade contida dentro de um dos perímetros abaluartados simultaneamente de maior impacto e perfeição construídos pelos portugueses. Na frente de Damão Pequena foi erguida entre 1615 e 1627 uma pequena joia da engenharia militar portuguesa, o Forte de São Jerónimo. O porto de Damão, desde sempre prejudicado por uma barra estreita e baixa, é ainda um dos pontos de encontro da vida social e económica da cidade, com especial relevo para o comércio, mas também para a pesca, com os seus barcos mantendo viva a tradição da carpintaria naval. Com efeito, as florestas de teca do interior fizeram com que até 1871 a cidade mantivesse um ativíssimo e reputado arsenal – uma Ribeira das Naus, como referem alguns documentos escritos e iconográficos – do qual saíram inúmeras embarcações. A ponte que une ambas as margens é já posterior ao período da soberania portuguesa, pois durante o domínio português a travessia fazia‐se em barcas (Walter Rossa).
    A ilha da Madeira mobilizou uma segunda companhia com destino à antiga Índia Portuguesa, que embarcou em abril de 1957, com o destino específico a Damão. O embarque conheceu alguma solenidade, com formatura na doca do porto do Funchal e registando-se a presença do comandante João Inocêncio Camacho de Freitas (1899-1969), então governador civil e demais autoridades insulares. Para a mesma companhia, por iniciativa do padre Carlos Jorge de Faria e Castro (1888-1971), ativo jornalista e publicista, que depois haveria de servir também na Índia, se reuniram fundos para a execução de uma imagem de Nossa Senhora do Monte para ser oferecida, em nome da população madeirense, aos militares em serviço em Damão, que embarcou a 2 de fevereiro de 1958 e ficou depois, a pedido da população, na capela de Nossa Senhora do Mar de Damão Pequeno.