Igreja matriz de Santo Antão, reconstrução de 1800 (c.), Seixal, ilha da Madeira.
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Descrição
Igreja matriz de Santo Antão.
Projeto de reconstrução do mestre das obras reais e entalhador Estêvão Teixeira de Nóbrega (1746-1833), 1800 (c.) e seguintes
Fotografia de Tiago Avelar Machado, 2022.
Seixal, ilha da Madeira.
Cronologia da côngrua do pároco da freguesia de Santo Antão do Seixal:
1553, 20 jun. - alvará régio criando a freguesia e estabelecendo a côngrua anual de 7$400 réis em dinheiro e uma pipa de vinho ao primeiro pároco, o padre Francisco da Arca; 1562, 10 fev. - alvará acrescentando a côngrua com um moio de trigo; 1575, 22 nov. - alvará régio aumentando a côngrua do vigário padre Simão Machado de 20$000 réis, parte em dinheiro e o restante em géneros, com a obrigação de ensinar a doutrina aos seus fregueses, sob pena de desconto anual de 4$000 réis, tendo também de aplicar a missa dos sábados por alma do Infante D. Henrique (1394-1460), sem especial remuneração; 1581, 9 jul. - idem, de 25$000; 1590 (c.) - refere o doutor Gaspar Frutuoso (1522-1591) nas suas Saudades da Terra, que "de São Vicente, a três léguas está o Seixal, que he freguesia de até vinte fogos, com uma igreja da invocação de São Brás. Tem muitas terras de grandes criações e lavrança de pão e vinho, e fruta de toda a sorte". Não havendo qualquer referência na Madeira a uma igreja aqui de São Brás, é má informação do cronista açoriano, pois o Orago sempre foi Santo Antão abade ; 1598, 10 set. - alvará régio aumento de novo a côngrua, então com meio moio de trigo e um quarto de vinho; 1678, 15 dez. - novo alvará, reduzindo a côngrua para 19$000 réis, um moio e meio de trigo e uma pipa de vinho; 1800 (c.) - a igreja foi ampliada e reconstruida por esta data, sendo desses anos os principais elementos do retábulo do altar-mor.