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Arquipelago de Origem:
Évora
Data da Peça:
1570-00-00
Data de Publicação:
11/03/2022
Autor:
Afonso Álvares
Chegada ao Arquipélago:
2022-03-11
Proprietário da Peça:
Arquidiocese e Câmara Municipal de Évora
Proprietário da Imagem:
Bernardo Teixeira dos Santos
Autor da Imagem:
Bernardo Teixeira dos Santos
Igreja de Santo Antão e fonte da Praça do Geraldo, projeto de Afonso Álvares, 1571, Évora, Portugal

Categorias
    Descrição
    Igreja de Santo Antão e fonte da Praça do Geraldo.
    Cantaria aparelhada e esculpida.
    Manuel Pires, 1557 e Afonso Álvares (1501-1580), 1570 e 1571.
    Fotografia de Bernardo Teixeira dos Santos, 9 de março de 2022.
    Praça do Geraldo, Évora, Portugal.

    ARQUITECTO: Manuel Pires (primeira edificação, porventura com risco de Miguel de Arruda) (1548); Afonso Álvares (1570); CARPINTEIROS: Manuel Gonçalves (1572); ENTALHADORES: Francisco da Silva (1720); José Xavier (1735); PEDREIROS: Baltazar Fernandes (1572); Brás Godinho (1572); Luís Gomes; PINTORES: Vieira Lusitano; Jerónimo Corte Real (1570); Martim Valenciano (1627); Bento Coelho Silveira (1699).
    Cronologia:
    1233, 18 Abril - fundação da colegiada paroquial; 1537 - terminado o Aqueduto da Água de Prata (v. PT040705210026); na Praça do Geraldo foi levantado um chafariz, em local indeterminado, encostado ao arco de triunfo romano que se erguia em plena praça; 1548 - concepção e risco do templo, de Miguel de Arruda, fundado para albergar a colegiada de Santo Antão de que os Arcebispos de Évora eram por inerência os priores; 1557 - início da obra no local de uma antiga ermida gótica de invocação a Santo Antoninho e de uma antiga albergaria ou hospital de invocação do Corpo de Deus, que pertencera aos Templários; o novo edifício sacrificou ainda as ruas dos Gaios e de Maria Espina; 1557, 10 Julho - carta assinada pelo Cardeal Infante dirigida ao Juiz, Vereadores e Procurador da cidade, onde solicita a estes últimos todo o apoio necessário à construção da igreja; 1559 - Manuel Pires é autorizado a fornecer para os trabalhos da igreja animais de tracção e carretagem durante três anos; 1560, c. - construção da escada helicoidal da torre do lado nascente , possivelmente da autoria de Manuel Pires; 1563 - conclusão da obra por Manuel Pires; 1565, 28 abril - o arcebispo D. João de Melo cria o reitorado, sendo este o primeiro prelado a designar-se prior de Santo Antão; é então instituído um reitor, três beneficiados curados e seis "simplaces" e rendas; os beneficiados curados administrariam os sacramentos enquanto os seis beneficiados "simplaces" rezariam as horas canónicas no coro; na cúspide desta igreja situa-se o Prior; 1568, 17 abril - forte abalo sísmico destrói a cobertura, morrendo oito pessoas nos escombros; 1570 - o Cardeal Infante Dom Henrique interpela o Concelho de Évora sugerindo-lhe que mandasse apear o arco de triunfo romano que se erguia em frente da recém construída Igreja de Santo Antão, obra em que o então Arcebispo de Évora colocara um empenho especial, pois tratava-se de albergar uma das mais prestigiadas colegiadas da cidade; determinou ainda que as colunadas de mármore da relíquia arquitectónica recolhessem «ao meu Colégio do Espírito Santo», sendo o restauro do edifício estudado por Afonso Álvares, arquitecto das Obras da Comarca; 1571 - construção do novo chafariz a cargo do arquiteto Afonso Álvares (1501-1580); 1572 - 1577 - sob a supervisão de Baltazar Fernandes, mestre pedreiro, Brás Godinho leva a cabo as obras de restauro da cobertura, consolidando as colunas das naves; rebocou-se internamente toda a obra; edificação das capelas laterais, portados e o adro do tabuleiro com degraus; remate da frontaria; feitura das portas de carvalho de Flandres e das primitivas grades de bordo dos santuários pelo carpinteiro Manuel Gonçalves; Séc. 16, segunda metade - Séc. 17 - o adro da igreja acolhe as tribunas dos inquisidores durante os Autos-da Fé; Séc. 16, finais - retábulo da capela de Nossa Senhora da Purificação, atribuída a uma oficina eborense; 1600, c. - retábulo da capela de Nossa Senhora da Saúde, então designado de capela de São Roque; retábulo da capela das Almas, apresentando este uma pintura datada de 1570 atribuída ao poeta-pintor Jerónimo Corte Real; 1627 - tabuinhas do antigo altar de Nossa Senhora das Candeias, encomendado pela irmandade dos alfaiates ao pintor espanhol Martim Valenciano; 1637, Agosto - reúne-se na igreja a Junta de Santo Antão, presidida por D. João Coutinho e requerida pela nobreza para terminar com os motins que decorriam nessa data; Séc. 17, meados - retábulo e azulejos da capela de Nossa Senhora da Alegria; 1699 - realização do retábulo-mor sob a tutela do arcebispo D. Frei Luís Teles da Silva; o retábulo incorpora telas de Bento Coelho da Silveira; Séc. 18 - execução do presépio e das pinturas murais da nave; 1703 - 1705 - conclusão das obras do retábulo-mor; 1706 - data de um dos sinos; 1708 - cronograma nas pinturas murais do corredor de acesso à Sala da Irmandade do Santíssimo Sacramento; 1720 - feitura do actual retábulo de Nossa Senhora de Fátima pelo mestre entalhador Francisco da Silva (ou João Miguel?) e a expensas da Sra. Mariana Josefa do Sacramento; este terá vindo da demolida igreja de Santa Catarina de Sena; 1723 - é adossado à fachada lateral E. o quinto passo da Irmandade do Senhor dos Passos, confrontando a R. Nova; 1735, c. - elaboração do grande retábulo pintado a óleo situado sobre a pia baptismal, no baptistério, sendo este atribuído a José Xavier; Séc. 18, 1ª metade - retábulo da capela de Santa Ana; 1745, c. - retábulo da capela de Jesus dos Terramotos, na data designada de Senhor dos Reis; Séc. 18, meados - retábulo da capela dos Santos Crispim e Crispiniano; retábulo da capela de Nossa Senhora dos Remédios; retábulo da capela de Nossa Senhora do Rosário; retábulo da capela do Santíssimo Sacramento; 1755 e seguintes - restauro após terramoto, composição da cimalha da frontaria e torres sineiras; 1758 - nesta data e segundo as Memórias Paroquiais, transparecia algumas dificuldades económicas resultantes da canalização de dinheiro para a Patriarcal, entrando o Prior com os seus próprios rendimentos; o Reitorado ganharia então 80 mil réis cada ano; os beneficiados curados 60 mil réis, e os simpleces 40 mil; a igreja teria um Presbítero e um Tesoureiro; segundo a mesma fonte, a igreja teria nessa altura cinco confrarias: a do Santíssimo Sacramento, a do Senhor Jesus, a de Nossa Senhora dos Prazeres, a de São Crispim e a das Almas; 1784 - 1800 - são feitos vários restauros no tempo do arcebispo D. Frei Joaquim Xavier Botelho de Lima, sendo deste período os janelões marmóreos das empenas laterais e o guarda-vento de madeira, embora este último só tenha sido concluído mais tarde; 1794, Abril - construção do adro e do respectivo gradeamento de ferro forjado a pedido do arcebispo Botelho da Silva; Séc. 19, inícios - construção do coro e das cadeiras deste, obra que terá sido subsidiada pelo cónego Miguel Remígio de Lima e pelo cónego Lourenço Saraiva; 1804, 22 Abril - o templo é sagrado pelo arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo; 1815, Dezembro - é concluído o guarda-vento de madeira com o apoio do cónego Miguel Remígio de Lima; 1834 - com a extinção das ordens religiosas e, consequentemente, com o encerramento do Convento de São Domingos, a confraria de Nossa Senhora dos Prazeres passa o seu culto para a igreja de Santo Antão, servindo-se do retábulo de Nossa Senhora do Rosário; 1835 - data gravada na lápide que se encontra na torre ocidente, marcando a inauguração desta pelo Município Eborense; 1856 - é feito o carrilhão de 8 sinos da torre nascente por Cândido Rodrigues Belas, sendo estes dedicados a S. João, S. José, Santo António e a outros santos; séc. 19, finais - colocação de grades de ferro forjado em quase todas as capelas; 1902 - dr. Baptista Rolo presenteia a igreja com um relógio de quartos que será fixado no eixo da fachada principal; 1928, 21 Agosto - é inaugurada a lápide que se encontra na torre nascente, evocando esta o episódio das Alterações de Évora em 21 de Agosto de 1637, destacando os nomes de João Barradas e Sesinando Rodrigues, juiz e escrivão da Casa dos Vinte e Quatro; 1938 - são feitos mais dois sinos para a torre nascente, tendo estes sido fundidos na Nova Lusitânia, de Ermezinde; um destes é dedicado a Santo Antão substituindo um que terá caído em 1920; 2001 - descobertos nas imediações vestígios das fundações da Ermida de Santo Antoninho pela unidade de arqueologia da Universidade de Évora (Manuel Branco 1993; 2007, abril - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN (Ficha Mns. Manuel Branco e Castro Nunes 1993 ; Joaquim Caetano 2005 ; Daniel Giebels 2006)