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Arquipelago de Origem:
Óbidos
Data da Peça:
1571-00-00
Data de Publicação:
28/10/2025
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-28
Proprietário da Peça:
Paróquia de Santa Maria de Óbidos
Proprietário da Imagem:
Turismo de Óbidos
Autor da Imagem:
Turismo de Óbidos
Igreja de Santa Maria, 1550 e 1571 (c.), Óbidos, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Igreja de Santa Maria.
    Reconstrução de 1550 e 1571 (c.).
    Interior com retábulo lateral de Josefa de Óbidos (1630-1684), 1660.
    Fotografia do Turismo de Óbidos de 2020
    Óbidos, Portugal.

    Igreja que teria sido mesquita no período muçulmano e foi sagrada por D. Afonso Henriques (1109-1185) logo após a conquista da Vila, em 1148 e depois entregue a S. Teotónio (1082-1162), companheiro de D. Afonso Henriques e prior do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, mosteiro que teve depois o padroado até D. João III (1502-1557) o ter doado a sua mulher, a rainha D. Catarina de Áustria (1507-1578). O templo medieval fora profundamente reformado pela rainha D. Leonor (1458-1525) em finais do século XV, quando ali residiu com certa permanência, mas arrastando-se as obras pelo primeiro quartel do século XVI, tendo ficado dessa campanha a torre sineira, embora depois desmontada e de novo erguida e, de 1526-1528, já depois do falecimento de D. Leonor, o conjunto tumular de Nicolau Chanterene (1470-1551), que acolhe os restos do alcaide D. João de Noronha (1440-1525) e de sua mulher D. Isabel de Sousa. Com a doação a D. Catarina efetua-se a campanha de obras que constitui a configuração atual, com provável risco do arquiteto régio António Rodrigues  (ca 1525-1590) (Pedro Flor, 2002). As novas obras iniciaram-se no dia 15 de agosto de 1571, dia da Assunção de Nossa Senhora, em que foi lançada a primeira pedra da nova igreja, com procissão e grande aparato religioso, prosseguindo as obras sob a proteção da Rainha. Subsistem nos topos das naves laterais belissimas telas de André Reinoso, o Baptismo no Rio Jordão e a Transfiguração, enquanto que, a estrutura retabular central da capela-mor, atribuída ao pintor João da Costa, com um ciclo de oito pinturas dedicadas a Virgem Maria, deve datar de 1622.