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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
2022-01-00
Data de Publicação:
10/06/2023
Autor:
Rui Campos Matos
Chegada ao Arquipélago:
2023-06-10
Proprietário da Peça:
SRTC
Proprietário da Imagem:
SRTC
Autor da Imagem:
SRTC
Hospício da Princesa Dona Maria Amélia, Um Livro de Pedra, A Book of Stone, Rui Campos Matos, Funchal, jan. 2022, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Rui Campos Matos, Hospício da Princesa Dona Maria Amélia, Um Livro de Pedra, A Book of Stone.
    D. Maria Amélia de Bragança (Paris, 1 dez. 1831-Funchal, 4 fev. 1853)
    Funchal, Direção Regional do Arquivo e Biblioteca da Madeira, 2021
    Lançamento no CEHA, Centro de Estudos de História do Atlântico, 26 de janeiro de 2022.
    São Pedro, Funchal, ilha da Madeira.

    A instituição do Hospício Princesa D. Maria Amélia , hoje Fundação, foi feita pela ex-imperatriz do Brasil, D. Amélia de Beauharnais Leuchetenberg de Bragança (Milão, 31 jul. 1812: Lisboa, 26 jan. 1873), em memória da filha, falecida no Funchal 4 de Fevereiro de 1853. O projecto tinha sido encomendado em Inglaterra ao arquitecto Edward Buckton Lamb (1805-1869), mas no Funchal foi francamente alterado pelo engenheiro e arquitecto João Figueirôa de Freitas e Albuquerque (c. 1820-1867), de forma a se adaptar ao local adquirido e às especificidades na área médica a que deveria obedecer. D. Amélia veio a falecer em 1873, legando a administração do Hospício à sua irmã Josefina de Leuchetenberg, rainha da Suécia (Milão, 14 mar. 1807; Estocolmo, 7 jun. 1876), alegando que administrações daquele tipo não deveriam ter maioria de elementos portugueses ou brasileiros, que não eram certos em contas. Desde então passaram os reis da Suécia a ser os administradores daquela instituição. Cento e cinquenta anos depois, a rainha Sílvia da Suécia e administradora titular do Hospício seria de origem brasileira, embora nascida na Suíça.
    Em 1855, D. Helena Dias, filha de George Day Welsh, e seu marido, o major Manuel Feliciano Dias, venderam à Imperatriz do Brasil, através do seu procurador, o Dr. António da Luz Pita, uma porção de terra nas Angústias, com a medição de cinco alqueires e cinco maquias, a qual confrontava, pelo Sul, com o Beco do Asilo de Mendicidade e terra do 2.º Conde de Carvalhal, e pelo Leste, com terrenos do mesmo conde. O preço foi de 400.000 réis com a água que lhe pertencia da Levada dos Piornais. Os vendedores declararam que, na partilha da herança de seu pai e sogro George Day Welsh, haviam recebido como onerada, com o foro de 860 réis, a porção de terra que estavam vendendo, mas que tal foro nunca lhes fora pedido e que lhes constava que o 2.º Conde de Carvalhal, a cuja casa pertencera a mesma porção de terra, fazendo examinar títulos dela e de outra contígua que ainda possuía, conhecera não ser foreira nenhuma delas (ARM, Notários, 2731, f. 6-6v.)
    Rui Campos Matos é arquiteto pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (1984), onde se doutorou com uma tese financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) sobre Arquitetura do Turismo Terapêutico - Madeira e Canárias, 1800-1914 (2016). É investigador do Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais da Universidade da Madeira (UMa-CIERL) e do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (CIAUD). Exerce a arquitetura como profissional liberal na Madeira desde 1989, tendo sido presidente da Delegação Regional da Ordem dos Arquitetos (2014-2018). Sobre a Madeira e a sua arquitetura, publicou "As Origens do Turismo na Madeira - Quintas e Hotéis do Acervo da Photographic Museu - "Vicentes" (2013), Singularidades Arquitectónicas do Funchal (2019) e o Guia de Arquitectura do Funchal Século XX: 15 Obras Essenciais (2020).