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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1949-02-08
Data de Publicação:
16/06/2022
Autor:
Diário de Notícias do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-06-16
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Homenagem ao Prelado da Diocese D. António Manuel Pereira Ribeiro no 14º aniversário da sua sagração, Diário de Notícias, Funchal, 8 de fevereiro de 1949, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Homenagem ao Prelado da Diocese D. António Manuel Pereira Ribeiro no 14º aniversário da sua sagração
    (1879-1957)
    Cerimónia a que assistiu o governador civil coronel Lobo da Costa (1882-1963)
    Diário de Notícias, Funchal, 8 de fevereiro de 1949, p. 1, ilha da Madeira.

    António Manuel Pereira Ribeiro (Friande, Póvoa de Lanhoso, 16 fev. 1879; Funchal, 22 mar. 1957). Filho de Duarte Dias Ribeiro e de Deolinda Rosa da Silva Pereira foi apresentado cónego da sé do Funchal em 1905 e para professor do seminário do Funchal, sendo elevado a bispo do Funchal em 1914, conhecendo nesses anos as dificuldades da separação da Igreja do Estado, mas vindo a ser, com o Estado Novo, em 1940, agraciado com Grã-cruz da Ordem de Cristo. Já muito doente veio a solicitar a indigitação de um auxiliar, para o que foi apresentado D. Manuel de Jesus Pereira, em 1948, como bispo auxiliar do Funchal, altura da colocação das suas armas de titular no Paço Episcopal, datadas de 1951.
    Artur Leal Lobo da Costa (1882-1963). Natural de Coimbra, filho de José Leal da Costa e de Maria Carolina Lobo da Costa, fez carreira como oficial do Exército, frequentando a Escola de Guerra e tendo comandado várias unidades militares em Coimbra e em Lisboa, ocupando os lugares de governador civil de Leiria, de Coimbra e do Porto. Foi ainda deputado da I Legislatura da Assembleia Nacional, em 1935, renunciando ao mandato em 1937, para ocupar as funções de Governador Civil de Lisboa, lugar que ocupou entre 1937 e 1944. Em 1947, entretanto, desvincula-se da União Nacional, mas um ano depois aceitou o lugar de governador civil do Funchal para apoiar a eleição do Marechal Carmona ao 2.º mandato como Presidente da República. Tomou posse do lugar do Funchal a 25 de dezembro de 1948, organizando as eleições de fevereiro seguinte, seguindo logo a 16 desse mês para Lisboa, onde desenvolveu uma interessante atividade em prol da Madeira, conseguindo desbloquear uma série de assuntos sucessivamente adiados, na área dos reabastecimentos, do fornecimento de óleos à navegação, da construção do aeródromo da Madeira, do prolongamento do molhe da Pontinha e da nacionalização do fornecimento da energia elétrica. Ainda regressou ao Funchal, mas como já tinha acordado em Lisboa, conseguia a sua exoneração, seguindo para o continente a 26 de maio desse ano, retirando-se da vida pública e política.