Histórias do Renato, um menino muito chato, Dentes Bonitos, António Gomes Dalmeida, Lisboa, Roma Editora, janeiro de 2005, Portugal
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António Gomes Dalmeida, Histórias do Renato, um menino muito chato
Dentes Bonitos
(1933-)
Ilustrações de Zé Manel (1944-2019), 2005.
Lisboa, Roma Editora, janeiro de 2005, Portugal
Zé Manel, pseudónimo de José Manuel Domingues Alves Mendes (Lisboa, 22 jan. 1944; Idem, 24 jan. 2019), foi cartunista, ilustrador e criador de banda desenhada português, filho de António Alves Mendes (Méco, c. 1920, já uma referência em 1940), Zé Manel tinha o curso de desenhador-gravador-litógrafo na Escola de Artes Decorativas António Arroio, escola à qual sempre atribuiu especial referência na sua formação. Entre as muitas publicações para as quais trabalhou, contam-se o Diário de Notícias de Lisboa, o Jornal do Exército, a Rádio & Televisão, as Flores e o Sol, que foi editado no Japão e, em abril de 2005, criou Futurológica, uma banda desenhada a cores para o jornal Mundo Universitário. Entre as muitas obras para a infância por si ilustradas, destaca-se a edição original de "O Soldado João", uma história anti belicista de Luísa Ducla Soares (de Sottomayor Cardia, 1939-), que, em 1973, inaugurou a coleção Cor Infantil da Editorial Estúdios Cor, então dirigida por José Saramago (1922-2010). A história, com o seu apelo à paz, concebida originalmente para o suplemento infantil do Diário Popular, fora ali proibida pela censura. Fez muitas capas e muitos bonecos para a “Bomba H” (1963 a 1978), para “A Chucha” (1975) e para “O Cágado” (1978). Mostrou amplamente a sua veia humorística na revista “Rádio & Televisão”, “O Emigrante” e Fungagá da Bicharada. Ilustrou os livros “Manual da Má-Língua” (publicado antes do 25 de Abril, e devidamente apreendido pela Censura), e “Os Salazarentos”, que saiu em 1975, além dos 4 álbuns das “Histórias do Renato, um Menino muito Chato”. Uma parte da sua obra foi apresentada em "Eros Uma Vez..." nome dado à exposição organizada por Osvaldo Macedo de Sousa (1954-), com trabalhos do Zé Manel, a 13 de março de 2014, na BD Amadora, onde, em 2011, recebera o Prémio de Honra (dados António Gomes de Almeida, de jan. 2018 e pub. jan. 2019).