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Arquipelago de Origem:
Amadora
Data da Peça:
2017-00-00
Data de Publicação:
09/06/2021
Autor:
Vhils
Chegada ao Arquipélago:
2021-06-09
Proprietário da Peça:
Vhisl/Galeria Vera Cortês
Proprietário da Imagem:
António Bracons
Autor da Imagem:
António Bracons
Gente do Bairro 6 de Maio, graffiti de Vhils, 2017, exposição Do Tirar Polo Natural, inquérito ao Retrato Português, junho de 2018, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Gente do Bairro 6 de Maio, Amadora.
    Esgrafitado mecânico sobre aparelho de gesso e cimento.
    Mural graffiti de Vhils, 2017.
    Galeria Vera Cortês (obra vendida depois a 15 de dezembro de 2018, em leilão solidário, por 30.000 euros)
    Fotografia de António Bracons.
    Exposição Do Tirar Polo Natural, inquérito ao Retrato Português, comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Museu Nacional de Arte Antiga, 29 de junho a 14 de outubro de 2018, Lisboa, Portugal.

    Vhils é pseudónimo do grafitti português Alexandre Manuel Dias Farto (1987-), que se tornou num dos mais promissores artistas de Arte Urbana, depois de 2008, quando terminou a sua formação na University of the Arts em Londres, com intervenções um pouco por todo o Mundo e certa projeção já na Ásia. Tem voltado periodicamente ao seu local de origem, a margem Sul e o Seixal, mas não abdicando de uma grande intervenção internacional por vários pontos do globo, especialmente, Shangai, na China ou em Hong Kong.
    Num tempo de fluxo incessante de produção e circulação de retratos fotográficos e fílmicos, numa sociedade organizada em redor da imagem mas que, paradoxalmente, a destrói, pelo excesso, é fundamental interrogar a vida das imagens e, em particular, qual o papel do retrato na nossa cultura. Retomando, como homenagem, o título de um diálogo sobre a pintura retratística de Francisco de Holanda (Lisboa, 1517-1585), Do Tirar Polo Natural, a exposição não pretende ser uma mera antologia dos melhores retratos portugueses, nem uma tentativa identitária de retratar Portugal através dos seus rostos. Procuramos, antes, refletir sobre o que é um retrato e o que ele pode, de que impulso surge e quais os seus limites.
    Cruzando obras de épocas muito diferentes, apresentamos o retrato em redor de três categorias paradigmáticas: como dispositivo afetivo, como formador da identidade pessoal e como estratégia do poder. Sabemos, também, à partida, que esta é uma exposição falhada: porque haverá sempre retratos ausentes que poderiam ter sido escolhidos, e porque um retrato transporta sempre algo de falha ao ser constituído por uma ausência.
    O retrato é um apelo. Olhamo-lo e somos olhados de volta. Oferece-se e interpela-nos – assim nos deixemos incomodar.
    Museu Nacional de Arte Antiga, exposição comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Lisboa, 29 de junho a 14 de outubro de 2018.