General Carlos de Azeredo na sede do CDS/PP da Madeira, Funchal, 6 de abril de 2006, ilha da Madeira.
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Descrição
General Carlos de Azeredo na sede do CDS/PP da Madeira.
(1930-2021)
Com José Manuel Rodrigues (1960-) e Rui Miguel da Silva Barreto (1976-)
Fotografia de 6 de abril de 2006.
Funchal, ilha da Madeira
Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme (Marco de Canaveses, 4 out. 1930; Porto, 12 ago. 2021). Oriundo da antiga aristocracia nortenha e filho do genealogista Francisco Carlos de Azeredo Melo e Leme (1900-1988), cumprira várias comissões de serviço militar no antigo Estado Português da Índia, em Cabinda, em Angola e na Guiné, onde trabalhara com o general António de Spínola (1910-1996). Tendo vindo para o Funchal na sequência da manifestação de 1 de Maio 1974, depois do envio dos antigos governantes para o Brasil e com a nomeação do novo governador civil Dr. Fernando Rebelo (1919-2003), regressou ao continente, fixando-se no Porto. A situação na Madeira viria a degradar-se nos meses seguintes, havendo a perceção de que não seria possível a montagem das primeiras eleições democráticas, pedindo-se em agosto ao coronel Carlos Fabião (1930-2006), chefe do estado-maior do Exército o regresso de Azeredo, que estaria na Madeira até 1976. Depois da sua longa comissão de serviço na Madeira ainda desempenharia o lugar de chefe da casa militar do presidente da República, Dr. Mário Soares (1924-2017). Tendo-se, entretanto, reformado, passou a dedicar-se à historiografia militar do norte de Portugal, tendo editado vários títulos, assim como um autobiográfico, Trabalhos e dias de um soldado do Império, Porto, Civilização, 2004, onde aborda sumariamente a sua passagem pela Madeira. Em 1997, no entanto, ainda assumiria uma coligação do PSD e CDS para as eleições para a Câmara Municipal do Porto, mas onde sairia derrotado. Em 26 de fevereiro de 2021, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu-lhe a condecoração de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
José Manuel de Sousa Rodrigues (Funchal, Santa Maria Maior, 13 jul. 1960-), jornalista dos quadros da RTP Madeira, tinha começado a sua carreira no Jornal da Madeira, em 1978, integrando depois redações de vários órgãos de comunicação social como correspondente. Começou a carreira política em 1976, como primeiro presidente da Juventude Centrista da Madeira e, em 1986, foi um dos mandatários jovens da candidatura de Freitas do Amaral (1941-2019) à Presidência da República. Em 1995, encabeçou a lista do CDS/PP pelo círculo eleitoral da Madeira nas eleições legislativas nacionais e, em 1996, as regionais, sendo eleito deputado à Assembleia Legislativa da Madeira e, um ano depois, era presidente do CDS/PP-Madeira. Foi eleito, sucessivamente, deputado em 2000, 2004, 2007, 2011, 2015 e 2019 para a Assembleia Legislativa da Madeira, sendo nesse último ano presidente da Assembleia Legislativa da Madeira.