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Arquipelago de Origem:
Alcobaça
Data da Peça:
1510-00-00
Data de Publicação:
17/03/2021
Autor:
Escultor da campanha manuelina
Chegada ao Arquipélago:
2021-03-17
Proprietário da Peça:
Complexo do Mosteiro de Alcobaça
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Gárgula do Claustro do Silêncio do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, 1510 (c.), Alcobaça, Portugal

Categorias
    Descrição
    Gárgula do Claustro do Silêncio do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
    Campanha do andar superior manuelino, 1469 a 1521.
    Fotografia de 2018.
    Real abadia de Santa Maria de Alcobaça.
    Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Portugal.

    Mandada levantar por D. Afonso Henriques por volta de 1151, começou a funcionar como mosteiro da Ordem de Cister em 1157, por certo ainda em obras. A igreja e o conjunto que chegou até nós, no entanto, é posterior e produto de campanhas várias iniciadas nos primeiros anos do século XIII, devendo as últimas obras da igreja terem acabado em 1252. O conjunto seria, entretanto, muito aumentado, com dormitórios, claustros, biblioteca, etc. A igreja de 1250 teve uma nova fachada manuelina, alterada depois entre 1702 e 1725, assim como outras obras, datando o claustro principal de 1308 a 1311, mas a que foi acrescentado um andar entre 1469 a 1521, na campanha de obras acabada por D. Manuel. O piso térreo do também chamado Claustro de D. Dinis e também conhecido com Claustro do Silêncio, era a área central do mosteiro, à volta da qual foram dispostas suas principais dependências, como a igreja, a Sala do Capítulo, o parlatório, a Sala dos Monges, o refeitório, a cozinha e, no piso superior, o dormitório. Tratava-se de um espaço de circulação, por onde os monges se deslocavam em silêncio. As galerias do piso térreo foram concluídas em 1311, numa obra atribuída ao arquiteto Domingo Domingues (c. 1250-1308-1311) e ao mestre Diogo. A sua volumetria original foi alterada com a construção do piso superior, 1505-1519, no reinado de D. Manuel I (1469-1495-1521) por ordem do poderoso abade e, depois, cardeal D. Jorge de Melo (c. 1480-1548), também chamado Sobreclaustro, com direção de Diogo de Arruda (c. 1470-1531) e, depois, com traça de João de Castilho (c. 1470-1552).