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Arquipelago de Origem:
Belém
Data da Peça:
2025-00-00
Data de Publicação:
03/04/2026
Autor:
Museu Nacional de Etnologia
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-03
Proprietário da Peça:
Museu Nacional de Etnologia
Proprietário da Imagem:
Museu Nacional de Etnologia
Autor da Imagem:
Museu Nacional de Etnologia
Galerias da Vida Rural, projeto de museologia de Benjamim Enes Pereira, 1980 para 1990, Museu Nacional de Etnologia, Restelo, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Galerias da Vida Rural.
    Projeto de museologia de Benjamim Enes Pereira (1928-2020), 1980 para 1990.
    Benjamim Enes Pereira nasceu em 1928, em Carreço (Viana do Castelo), distinguindo-se muito novo como bailarino de folclore e foi um dos pioneiros da investigação em etnologia e antropologia, através do seu trabalho no Centro de Estudos de Etnologia e no futuro Museu Nacional de Etnologia, a par de Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990), Jorge Dias (1907-1973), Margot Dias (1908-2001) e Fernando Galhano (1904-1995). Benjamim Pereira tinha completado 91 anos a 25 de dezembro de 2019, mas faleceria a 1 de fevereiro seguinte.
    Lisboa, 2025.
    Museu Nacional de Etnologia, Restelo, Lisboa, Portugal.

    O Museu Nacional de Etnologia foi criado pelo grupo de trabalho de Jorge Dias (1907-1973) e Margot Dias (1908-2001), Fernando Galhano (1904-1995), Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) e Benjamim Enes Pereira (1928-2020), primeiro, na Universidade do Porto e no Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, fundado em 1945 por António Mendes Corrêa (1888-1960), passando depois à Universidade de Coimbra, onde Jorge Dias leciona entre 1952 e 1956, e neste último ano, a Lisboa, onde se fixa, passando a lecionar no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos e na Faculdade de Letras. Foi este grupo, a partir de 1962, que foi responsável pela montagem, primeiro, do Museu de Etnologia do Ultramar, mas a partir de 1965, Museu Nacional de Etnologia, construído, depois, em 1976, por coincidência, na Avenida da Ilha da Madeira, com projeto do arquiteto António Saragga Seabra (). O acervo do museu é vasto e diversificado, contando com cerca de 42.000 peças representativas de 80 países dos cinco continentes, com especial destaque para culturas africanas, asiáticas e ameríndias, bem como para a cultura tradicional portuguesa.
    O Museu Nacional de Etnologia com o falecimento de Jorge Dias em 1973, passa à direção de Ernesto Veiga de Oliveira e que, a partir desses anos, dirige uma série de campanhas de recolha de material da vida rural portuguesa, levadas a cabo, especialmente, por Benjamim Eanes Pereira e, depois, da responsabilidade de estudo e de exposição deste último. Destas campanhas e no quadro das recolhas alargadas de todo o território nacional da vida rural, entrou no Museu Nacional diverso material, tanto da Madeira como dos Açores, tendo sido nesse quadro que nasceu a ideia de montar na Ilha um museu dedicado à etnografia insular e local.