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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1930-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20141115
Autor:
Max Römer
Chegada ao Arquipélago:
2004-05-01 00:00:00
Proprietário da Peça:
Rui Carita
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Funchal, Madeira, litografia de Max Römer, 1930, ilha da Madeira

Categorias
  • Documentos
    • Gravura / litografia
  • Pintura
    • Gravura
Descrição
Funchal Madeira,
Litografia sobre guache de Max Römer (1878-1960), 26 x 45,4 cm.
Ed. Caminho de Ferro do Monte, Mont Railway Co. Ltd, Konrad Hauf, Hamburg, 1930
Colecção Rui Carita, Funchal, ilha da Madeira.
Doacção ao Arquivo Regional da Madeira.

Max Wilhelm Römer (Hamburgo, 22 nov. 1878; Funchal, 1960). Tendo-se alistado como soldado na infantaria alemã, durante a I Grande Guerra, de 15 jun. 1915 a 28 dez. 1918, esteve nas campanhas da frente oriental e na cidade grega de Salónica, sendo promovido a 1ª cabo e decorado com a Cruz Hanseática. De regresso, à Alemanha, tendo já contraído casamento com Louise Kaetchen Parizot, de origem javanesa, a 24 maio 1902, começou por trabalhar como artista plástico para firmas de Hamburgo, mas as condições financeiras da família, com 3 filhos (de 5 que haviam tido), encontravam-se debilitadas pelo surto inflacionista gerado pela Grande Guerra. A ideia de se fixar na Madeira adveio de Bente Olsen, ex- bailarino dinamarquês para o qual Römer executara cartazes e, também, de uma proposta de trabalho da firma Kiekiben, tendo o casal e os seus três filhos desembarcado no Funchal, a 27 maio de 1922, após a escala do vapor brasileiro Curvello que se dirigia para o Rio de Janeiro. A primeira residência dos Römer situou-se em São Roque, na Quinta São João, mudando-se depois para a Estrada Monumental, freguesia de São Martinho, na Nazaré e nos últimos anos da sua vida, viveu no Funchal na Rua Major Reis Romes, nº 8. A sua obra seria desde logo reconhecida por António Nóbrega, pintor madeirense que com Max Römer executou alguns painéis da igreja de São Vicente, a que se seguiriam outras. Todavia, a sua temática artística, ficou desde logo ligada à cidade do Funchal e aos seus arredores, pintando as ruas, as travessas, os costumes e as paisagens, também pela ilha da Madeira, utilizando as técnicas mais variadas, desde o guache, o óleo ou a aguarela. Dos seus filhos, Anita seguiu-lhe os seus passos, como pintora mas morrendo prematuramente aos 29 anos de tuberculose, em 30 de outubro de 1934, e também Valesca Römer ou Valli (1911-1988), que faleceu no Funchal e no fim da sua vida reproduzia com alguma qualidade, os quadros do seu pai para os amigos e não só. O seu filho, Rolf Römer (1909-) seria o único que voltaria a Hamburgo, onde foi intérprete, tradutor e correspondente do Diário de Noticias do Funchal, tendo, em 26 de abril de 1984, oferecido à Região Autónoma da Madeira, o património artístico à sua guarda, entre desenhos e pinturas do pai. A primeira e única exposição realizada em vida de Max Römer decorreu de 1 e 11 de janeiro de 1961, sob iniciativa do Dr. William Clode, coronel Eduardo Ferreira, Eng.º Peter Clode e o pintor Louro de Almeida, levada a cabo na Academia de Música e Belas Artes da Madeira, onde foram expostas algumas obras realizadas antes de se radicar no Funchal como por exemplo, as que mostravam As trincheiras da Primeira Guerra Mundial. A obra de Max Römer foi evocada em 1998, data correspondente ao seu 110º aniversário, tendo-se realizado uma exposição itinerante pelos concelhos da Madeira e Porto Santo de dezoito aguarelas do pintor (organização e texto de Francisco Clode de Sousa); depois, em 2008, objeto de edição em álbum, O Funchal na obra de Max Römer, 1922-1960, recolha de Rui Camacho, com textos do mesmo, Eberhard Axel Wilhelm, Maria Teresa Freitas Brazão e Rui Carita, ed. Funchal 500 Anos, 2008; e a 15 março 2013, no Centro de Artes da Calheta - Casa das Mudas, com a grande exposição comissariada por António Rodrigues e patente até 30 de novembro de 2013.