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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1934-00-00
Data de Publicação:
03/03/2023
Autor:
Fotografia Vicente's
Chegada ao Arquipélago:
2023-03-03
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira, ABM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
ABM/ARM
Francisco Franco, Funchal, 1934 (c.), ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Francisco Franco
    (1885-1955)
    Funchal, 1934 (c.)
    Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, 028187, ABM-VIC-R-002-000403.
    Funchal, ilha da Madeira.

    Francisco Franco de Sousa (1885-1955) formara-se na Escola Industrial do Funchal, onde o pai homónimo (1853-1932) era entalhador e, depois na Escola de Belas-Artes de Lisboa, entre 1902 e 1909, ano em que parte para Paris no intuito de completar a sua formação académica com o irmão Henrique Franco de Sousa (1883-1961). Nessa cidade contacta com as obras de Rodin (1840-1917) e Bourdelle (1861-1929)e integra o grupo dos Cinco Independentes, juntamente com Dórdio Gomes (1890-1976), Alfredo Miguéis (1883-1943), Diogo de Macedo (1889-1959) e Henrique Franco, seu irmão. Em 1914 regressa à sua ilha natal, devido ao início da Primeira Guerra Mundial. Neste período realiza vários bustos e monumentos, obras marcadas pela transição de um gosto naturalista para uma estética que revela um interesse pela valorização da componente arquitetónica da escultura e dos seus valores formais. Retorna a Paris em 1921, após breve passagem por Roma, onde se dedicou ao desenho e à gravura. Na capital francesa expõe no Salon d'Automne e na Société Nationale. São desta época obras como Rapariga francesa, Polaca, Torso de mulher ou o Busto do pintor Manuel Jardim (1884-1923), que com a Cigana ou Chanteuse, teriam sido das suas mais arrojadas obras. Em 1923 participa na exposição 5 Independentes e entre 1925 e 1927 expõe em Nova Iorque, no Rio de Janeiro e em Boston, com Pablo Picasso (1881-1973). Nesse ano de 1927 regressa aos trabalhos para a grande estátua de Gonçalves Zarco, encomendada em 1922, apresentada em Lisboa ainda nesse ano e inaugurada no Funchal, em 28 de maio de 1934. Esta obra marca o início da sua carreira pública como escultor, com inúmeras esculturas de Salazar (1889-1970), passando a ser um dos artistas mais solicitados para a realização de estatuária do Estado Novo. A sua obra monumental, na qual se destacam a estátua do Infante D. Henrique (1931), hoje no Museu Militar, o Apostolado da Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa (1935) e numerosas estátuas régias, como a de D. João IV (1943), em Vila Viçosa, cujo cavalo já fora apresentado na exposição do Mundo Português, de 1940, caracteriza-se por uma forte iconicidade e pela construção hierática das figuras, salientando o seu carácter majestático e heroico. Francisco Franco sofreu, nos últimos anos de vida, um desastre de viação que lhe fragilizou a saúde, vindo a falecer antes de assistir à inauguração da sua derradeira obra, o Cristo-Rei, que viria a ser inaugurado em Almada em 1959.