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Arquipelago de Origem:
Santos (São Paulo, Brasil)
Data da Peça:
1769-00-00
Data de Publicação:
30/06/2020
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2020-06-30
Proprietário da Peça:
Exército
Proprietário da Imagem:
II Seminário Internacional, Fortalezas Brasileiras
Autor da Imagem:
II Seminário Internacional, Fortalezas Brasileiras
Forte de São João de Bertioga, reconstrução de 1769 e seguintes, Santos, Brasil

Categorias
    Descrição
    Forte de São João de Bertioga.
    Reconstrução de 1769 e seguintes.
    Prospeto do II Seminário Internacional, Fortalezas Brasileiras, Rio de Janeiro, 3 a 5 de dezembro de 2019.
    Bertioga, Santos, São Paulo, Brasil.

    O inicial forte da barra de Bertioga era o forte de São Filipe, que ficava da ilha de Santo Amaro, na área da Armação e foi construído para defensa dos ataques dos tupinambás, ainda na primeira metade do século XVI, pois que em 1552, ficou responsável pelo mesmo o aventureiro alemão Hans Staden (c. 1525-c. 1579), contratado como artilheiro, um mercenário alemão ao serviço do rei de Portugal. Staden foi capturado pelos tupinambás e, posteriormente, libertado por intervenção dos franceses, aliados dos tupinambá e, regressado à Alemanha, daria à estampa o célebre livro História Verdadeira e Descrição de uma Terra de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão, Marburgo, 1557, conhecido pela tradução Duas Viagens ao Brasil. O primitivo forte de São Filipe na barra da Bertioga veio a ser reconstruído em 1756, então como forte de São Luís, em homenagem ao governador D. Luís António Botelho de Sousa Mourão (1722-1798), 4.º morgado de Mateus, para cruzar fogos com o futuro forte de São João de Bertioga.
    O primitivo forte na barra da Bertioga, mas em terra firme, deve ser mais ou menos contemporâneo do antigo forte de São Filipe, embora ligeiramente posterior, pois que não é citado por Hans Staden e era o forte de São de São Tiago ou de Santiago, reconstruído no final do século XVII, em alvenaria de pedra e cal, tendo as suas obras definitivas sido concluídas em 1710, quando se encontrava artilhado com onze peças. O desenho da sua planta apresentava o formato de um polígono retangular com guaritas nos vértices. O governador e capitão-general da capitania de São Paulo, D. Rodrigo César de Meneses, informava nessa data; "Como pelo tempo adiante poderá o porto da Vila de Santos ser mais bem visto das Nações Estrangeiras e de piratas, aumentando-se nele o comércio, pelas boas esperanças que nesta Capitania há de novos descobrimentos [minerais], procurei por na última perfeição a fortaleza da barra da Bertioga, da mesma Vila, e me parece foi a obra que se lhe fez de muita conveniência a Real Fazenda de V. Majestade, porque, gastando-se com ela de três em três anos muito perto de quinhentos mil réis com madeiras e estacarias, ultimamente se fez de pedra e cal, com muita regularidade e tudo o mais necessário para a sua boa defesa por um conto setecentos e setenta mil réis; (...)". Em 1751 voltou a ser reconstruído, passando de 100 metros quadrados aos 250 que apresenta hoje, embora voltasse a ter importantes obras em 1765, com o morgado de Mateus. Por volta de 1769, uma forte ressaca marinha destruiu parte do terrapleno do forte, deslocando em aproximadamente 25 centímetros a guarita e a cortina. Esse fenómeno terá destruído também a ermida ou capela São João localizada na praia, vizinha ao forte. Tendo a imagem da capela sido recolhida ao forte, este passou a denominar-se Forte de São João da Bertioga. À época, por exercer as funções de registo das embarcações que demandavam o porto de Santos, era também denominado como Forte do Registo.