Forte de São João Batista, execução de 1708 e seguintes, Machico, ilha da Madeira
Categorias
Descrição
Forte de São João Batista
Ou Forte de São João do Ancoradouro de Machico ou S. João Batista do Desembarcadouro.
Projeto de 1689 (?), execução de 1708.
Hotel em construção, inicialmente com projeto de Victor Mestre.
Fotografia de Nelson Veríssimo, 2022 (c.).
Machico, ilha da Madeira.
Projeto do Forte
Capitães de engenheiros Manuel Gomes Ferreira, projeto e Inácio Gomes Fragoso (atr.) IPA, PT 062204030005
Cronologia
1582 - pedido de António da Gama para a construção de uma defesa em Machico; 1595 - construção de um pequeno reduto em Machico (São Roque); 1689 - trabalhos dos capitães de engenheiros Manuel Gomes Ferreira e Inácio Gomes Fragoso com vários projetos de fortificações para a Madeira; 1708 - data da inscrição comemorativa: ESTE FORTE DE S. IOÃO MANDOV FAZER O GOR. E CAPP. GNRAL. DVARTE SODRE PARA CVIA OBRA ASSISTIO O SARG. MOR BERTMEU. TELLES DE MENEZES NO ANNO DE 1708; 1817 - descrição pelo sargento-mor Paulo Dias de Almeida (c. 1778-1832) na sua Descrição da Ilha da Madeira; 1828, 22 ago. - desembarque das forças miguelistas em Machico, tendo o forte feito fogo sobre o brigue Infante D. Sebastião, provocando-lhe avarias; 1841 - Planta e alçado dos fortes de Machico: forte de São João Baptista e forte de Nossa Senhora do Amparo, pelo capitão António Pedro de Azevedo (1812-1889), na estampa 1.ª do seu Reconhecimento Militar da Ilha da Madeira; 1842 - Carta Geo-Hydrographica da Bahia de Machico em que desembarcaram as tropas de D. Miguel em 22 de agosto de 1828 de António Pedro de Azevedo, depois editada por Simão José da Luz Soriano (1802-1891), na História da Guerra Civil (...), Lisboa, Imprensa Nacional, 1866 e seguintes; 1863 - descrição do Tombo Militar pelo capitão António Pedro de Azevedo; 1864 - nova planta da baía e do forte assinada por António Pedro de Azevedo como tenente-coronel; 1893 - atribuição de valor patrimonial no Tombo Militar de 500$000 réis; 1898 - arrendamento a Augusto Rodrigues de Carvalho pela renda anual de 5$200 réis; 1910, Dez. - grave epidemia de cólera, sendo o forte transformado em hospital; 1919, 1 jan. - aluguer à câmara de Machico por 3 anos e pela renda anual de 41$300 réis; 1920 - entrada no domínio público e adaptação a colónia de férias escolares das franciscanas Missionárias de Maria, de Santa Clara do Funchal; 1943, 18 ago. - classificação como Imóvel de Interesse Público; 1953 - obras de adaptação a colónia balnear infantil, com um dormitório e uma capela neogótica desenhada pelo escultor João Tomás Figueira da Silva (1920-2011); 1975 - adaptação a Jardim de Infância para 120 crianças proposta pelo Centro de Informação Popular de Machico; 1976, jan. - cedência para residência precária de retornados; 2001 - realojamento das famílias aqui residentes, questionando-se o futuro do forte; 2002 - o GR aprovou um programa de recuperação, que previa espaços museológicos e de restauração, contudo, não foi concretizado; 2005 - projeto do arquiteto Victor Mestre para uma unidade hoteleira com 40 quartos, que seria executado pela empresa “Mare Nostrum”, com uma concessão de 30 anos; 2008 - impasse na obra e processo de transferência da concessão para outra empresa, colocada em causa pela construção de uma ETAR na área (Rui Carita, 1998 e 2023).