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Arquipelago de Origem:
São Paulo (Brasil)
Data da Peça:
1584-00-00
Data de Publicação:
24/09/2020
Autor:
Giovanni Bautista Antonelli e outros
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-24
Proprietário da Peça:
Prefeitura de Guarajá
Proprietário da Imagem:
Educação Patrimonial: Fortes, fortalezas e integração nacional
Autor da Imagem:
Educação Patrimonial: Fortes, fortalezas e integração nacional
Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, 1584 a 1715 e seguintes, Barra Grande de Santos, Guarujá, São Paulo, SP, Brasil

Categorias
    Descrição
    Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande
    Projeto inicial de Giovanni Bautista Antonelli (1527-1588) (atr.), 1584 (c.).
    Reforma de 1715 e seguintes.
    Fotografia do Projeto Educação Patrimonial: Fortes, fortalezas e integração nacional, agosto de 2019.
    Guarujá, São Paulo, SP, Brasil

    14 - Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande (Guarujá / SP, 1584) Sua construção está associada ao período de união das coroas ibéricas (1580 -1640), e foi projetado pelo arquiteto militar italiano, Bautista Antonelli, à serviço da coroa espanhola. Tornou-se “hub” do sistema defensivo do maior porto da América do Sul. É o mais expressivo conjunto arquitetônico militar colonial do Estado de São Paulo. Tombada como patrimônio histórico nacional em 1964, hoje abriga o Museu Histórico Fortaleza da Barra administrado pela Prefeitura Municipal de Guarujá. Texto do coronel Elcio Rogério Secomandi (coord.), in Educação Patrimonial: Fortes, fortalezas e integração nacional, projeto de apoio às Fortificações do Brasil indicadas para Património Mundial, agosto de 2019.
    A inicial fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande foi levantada por ordem de 1584, de Felipe II, sendo a planta original atribuída ao arquiteto militar italiano Giovanni Battista Antonelli (1527-1588) e foi artilhada com algumas peças de um galeão capturado a corsários; 1590: não resistiu ao ataque do corsário inglês Thomas Cavendish (1560-1592), sendo considerada de fraca construção e reforçadas então as suas estruturas; 1615: resistiu assim à tentativa de reabastecimento do almirante neerlandês Joris van Spielbergen (1568-1620): 1702: a praça recebeu o comando de Luiz da Costa de Siqueira e a guarnição compunha-se de um alcaide e cem soldados; 1709: carta-régia de 11 set. mandando aumentá-la, e que do Rio de Janeiro se remetesse artilharia de grosso calibre para sua defesa; 1710, inícios de ago.: resiste à tentativa de assalto do corsário francês Jean-François Duclerc (1670-1711), que se dirigiu então ao Rio de Janeiro, mas onde seria preso e, no ano seguinte, assassinado; 1711: proposta de Manuel de Castro de Oliveira, residente em Santos, para reconstruir e armar a fortaleza às suas custas, em troca de algumas mercês; 1715, 26 jan.: carta-régia aceitando o oferecimento do morador de Santos "para reconstrui-la e armá-la, mediante a mercê do foro de fidalgo, o Hábito [da Ordem] de Cristo, tença anual de 80$000 e um ofício nas Minas [Gerais], que tivesse de rendimento 400$000, para seu filho" (Garrido, 1940:133); 1717: foram adicionados parapeitos, reduto, cortina, casa de pólvora e realizadas outras obras, embora só alguns anos depois fosse terminada a muralha, sendo a praça finalmente artilhada com trinta e duas peças; 1742: a antiga Casa de Pólvora foi transformada em capela; 1765: o forte foi novo restaurado e ampliado; 1770, 30 jun. informação do governador que a praça estava artilhada com vinte e oito peças: três de 24, oito de 18, três de 12, três de 8, e onze de 6 (Garrido, 1940:133); século XIX: informação de ser utilizado presídio político; 1885: novas obras de reabilitação; 1893 e 1894: durante a Revolta da Armada as baterias trocaram tiros com os cruzadores República e Palas, a caminho do Sul, sendo as muralhas atingidas; 1911: passou para a jurisdição do Ministério da Marinha e foi desativada.