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Arquipelago de Origem:
Fontanário de Santana, 1955, Santana, ilha da Madeira
Data da Peça:
1955-07-01
Data de Publicação:
14/10/2020
Autor:
Arquiteto Estado Novo
Chegada ao Arquipélago:
2020-10-14
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal de Santana
Proprietário da Imagem:
Chosse Madeira
Autor da Imagem:
Chosse Madeira
Fontanário de Santana, 1955, Santana, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Fontanário de Santana.
    Alvenaria de pedra à vista e rebocada com painel de azulejos.
    Inaugurado pelo general Craveiro Lopes a 1 de junho de 1955
    Fotografia de Chosse Madeira, 2015.
    Sítio da Igreja, Santana, ilha da Madeira.

    Visita presidencial de 30 de maio a 2 de junho 1955. Francisco Higino Craveiro Lopes (Lisboa, 12 abr. 1894; idem, 2 set. 1964). Filho do general João Carlos Craveiro Lopes e de Júlia Clotilde Cristiano Craveiro Lopes, numa família de tradição militar, onde o pai fora combatente na Flandres e prisioneiro em La Lys, durante a I Grande Guerra, militar do regime do Estado Novo, exerceu funções de governador-geral da Índia e de comandante da l.ª Região Militar, casou com Berta Ribeiro Artur (1899-1958), neta do também general Sezinando Ribeiro Artur (1851-1910), dos mais interessantes aguarelistas do seu tempo. Após frequentar o Colégio Militar e a Escola do Exército começou por cumprir serviço no Norte de Moçambique, durante a Primeira Grande Guerra, 1917 e 1918, entrando em confronto com forças alemães, pelo que veio a ser condecorado com a Torre-e-Espada. Regressado a Portugal tirou o brevet de pilotagem em França, prestando depois serviço, de novo, em Moçambique e na Índia, onde serve sob as ordens do pai, então governador-geral. Como tenente-coronel, em 1938, comandou a Base Aérea de Tancos e, em 1941, dirige as negociações com os norte-americanos para a cedência das instalações das Lajes, nos Açores, passando a comandante daquela base aérea. Entre 1944 e 1950 seria comandante-geral da Mocidade Portuguesa, sendo indicado pela União Nacional para suceder ao marechal Carmona, falecido a 18 Abr. 1951. Concorrendo às eleições presidenciais de 1951, onde a oposição democrática e republicana apresentou o almirante Quintão Meireles, que desistiu nas vésperas, foi eleito a 21 Jul. 1951 com 80 % dos votos. Mantendo, entretanto, contactos internacionais e ultramarinos, assim como com a oposição ao Regime, não seria reconduzido no mandato seguinte.