Flor da série Naturália, acrílico de Clotilde Fava, Leiria, 2008, Portugal
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Descrição
Flor da série Naturália,
Acrílico sobre tela, 100 x 100 cm.
Clotilde Fava (1941-), 2008
Trabalho presente na exposição Regeneração na Mãe d'Água das Amoreiras de Lisboa em 2010
Coleção da Autora, Portugal.
Clotilde da Costa Pinto Mesquita Carvalho Fava (Lisboa, julho de 1941) filha do escultor Armando Mesquita (1907-1982), autor de uma série de uniformes editados em cerâmica policromada pela Fábrica de Sacavém, terminou, em 1962, o Curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e entre 1962 e 1965 trabalhou como designer na Companhia IBM Portugal, passando depois a lecionar aulas de Educação Visual e a pintar em Luanda e em Leiria, onde atualmente reside. Expõe regularmente desde 1984 e, entre as suas exposições mais emblemáticas, figuram a do MAC – Movimento de Arte Contemporânea em Lisboa (2005), da Galeria Municipal Artur Bual, Amadora (2006), da Casa do Brasil em Santarém (2009), Regeneração na Mãe d'Água de Lisboa e no CAE – Centro de Artes e Espetáculos na Figueira da Foz (2010), a da Fundación Caja Vital Kutxa no País Basco e do Banco BCP em Paris (2011), no MU.SA - Museu das Artes de Sintra (2015-2016), Monjas e Mouras, no Museu Regional de Beja (2016-2017), a Para Lá do Trópico de Câncer no Edifício Chiado de Coimbra (2018) e Naturália II na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (2023).
A sua pintura de profunda inspiração africana, com especial destaque para Cabo Verde, remete para uma exaltação da negritude popular feminina africana, diferente e original, envolvendo gentes espantadas em comunhão com bichos quase míticos e, ao mesmo tempo, humanos e masculinos. A sua passagem por África marcou quase toda a sua pintura na captação de uma certa força humana e fetichista, na expressividade telúrica que exalta e faz ferver o sangue, num tratamento dos rostos, nervosos e sobressaltados, das cores do amanhecer e do entardecer vermelho sangue, que, aliados a uma técnica depurada e muito imaginativa, interferem e fascinam profundamente o observador.