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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1955-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
17/09/2022
Autor:
Fotógrafo não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2022-09-17
Proprietário da Peça:
Espólio Salazar/IAN/TT
Proprietário da Imagem:
Garton/Público
Autor da Imagem:
Garton/Público
Família de Cary Garton, Carolina Passos Freitas, Lisboa, 1955 (c.), Portugal

Categorias
    Descrição
    Família de Cary Garton.
    Carolina Passos Freitas
    Fotografia de Lisboa, 1955 (c.).
    Parte do clã Garton: Mrs. Cary Garton com dois dos seus filhos à frente, Ronald e John, e rodeada por netos e noras.
    Sandra Garton, de tranças, que irá passar férias com Salazar ao Forte de Santo António do Estoril é a menina das tranças, a amiguinha de Salazar (1889-1970)
    Espólio e arquivo Salazar, fotografado por Daniel Rocha, 20 nov. 2017, para o Público.
    Lisboa, Portugal.

    Esta família madeirense teve origem em Leopold Garton, um cidadão inglês que trabalhara na Eastern Telegraph Company, que desde 1873 tornara a Madeira no principal nó dos cabos submarinos no Atlântico e que casara com a madeirense Carolina Passos de Freitas, a partir de então Cary Garton, embora, entretanto, separada. Cary Garton foi mãe do comandante madeirense Cecil Garton, adido aeronáutico na embaixada de Londres em Lisboa foi também um dos pilotos da Aquila Airways, companhia aérea independente britânica, formada em 18 de maio de 1948 e sediada em Southampton, Hampshire. As senhoras Garton, Cary e Christiana, de origem francesa, mãe e ex-mulher de Cecil Garton, frequentaram depois e enviavam periodicamente para a residência de Salazar (1889-1970), à Rua da Imprensa à Estrela, orquídeas da ilha da Madeira, provenientes da Quinta da Boa Vista, no Funchal, tendo 33 cartas enviadas pelo presidente do Concelho às mesmas sido doadas pela neta, à época a jovem "amiguinha" Christiana Garton (II), como Salazar se lhe refere, ao Arquivo da Torre do Tombo em 2017. Essa quinta, em 26 de maio de 1936 fez parte das visitas das comemorações do I Centenário da Associação Comercial e Industrial do Funchal, que tiveram no Funchal a presença de José Maria Álvares (1875-1940),  presidente da Associação Industrial Portuguesa de Lisboa, passou depois à família Garton, que administrava o Hotel Miramar, havendo uma grande quantidade de guaches a aguarelas de Max Römer (1878-1960) dos edifícios e do jardim, desde a década de 1930, parte dos quais na antiga coleção Ronald Garton, Funchal. Já então funcionava como orquidário e, na décadas de 1950/60, era propriedade ou co-propriedade do comandante Cecil Garton, que casou depois em 1968 com a filha de William Cooke que era um apaixonado por orquídeas e reuniu um banco de genes, de todo o mundo, criando artificialmente híbridos que deram origem aos actuais cymbidium, lycaste ou paphiopedilum. (Cf. "Cartas inéditas de Salazar revelam segredos e intimidade de família inglesa", in Público, Lisboa, 26 nov. 2017).