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Arquipelago de Origem:
Fachada do Palácio do Raio, André Soares (atr.), 1754 a 1755 e outros, Braga, Portugal
Data da Peça:
1754-00-00
Data de Publicação:
23/09/2020
Autor:
André Soares (atr.)
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-23
Proprietário da Peça:
Misericórdia de Braga
Proprietário da Imagem:
Misericórdia de Braga
Autor da Imagem:
Misericórdia de Braga
Fachada do Palácio do Raio, André Soares (atr.), 1754 a 1755 e outros, Braga, Portugal

Categorias
    Descrição
    Fachada do Palácio do Raio
    Projeto inicial de André Soares (1720-1769), 1754 a 1755 e depois, outros.
    Fotografia de 2010 (c.) antes das obras de 2014-2015
    Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, inaugurado a 30 de dezembro de 2015.
    Rua do Raio, Braga, Portugal

    O palácio foi encomendado, por certo, ao arquiteto bracarense André Ribeiro Soares da Silva (1720-1769) pelo comerciante João Duarte de Faria e Silva (1705-1767) entre 1754 e 1755. Os herdeiros vieram a vendê-lo, em 1853, ao célebre financeiro Miguel José Raio (1814-1875), que fizera fortuna no Brasil e no México, que remodelou o palácio que veio a ter o seu nome e alcunha, O Mexicano, e que foi o 1º visconde de São Lázaro. Em 1882 os herdeiros de Miguel José Raio venderam o palácio ao Banco do Minho que, por sua vez, o revendeu, no ano a seguir, à Santa Casa da Misericórdia que nela instalou alguns serviços do Hospital de S. Marcos. Durante várias décadas esteve em regime de aluguer, aos serviços hospitalares do Ministério da Saúde e, em 2012, voltou à utilização da Misericórdia que o reabilitou nos anos seguintes.
    Nesta casa nasceu João Antonino Leite Brandão (Braga, 10 maio 1877-), 47.º governador civil do Funchal. Filho de João Alexandre de Paiva Leite de Faria Brandão (1845-1884) e da sua segunda mulher, Adelaide Maria José Raio (1844-1885), ainda natural do Brasil e filha de Miguel José Raio. O futuro governador da Madeira tinha casado, a 1 de maio de 1905, com D. Teresa de Jesus Maria José de Sousa e Holstein Beck (1880-c. 1909), filha de D. Tomás de Sousa e Holstein Beck (1839-1887), 1.º marquês de Sesimbra, que fora governador civil do Funchal, entre 1868 e 1869, tornando-se, assim, cunhado do conselheiro Aires de Ornelas e Vasconcelos (1866-1930), também casado com uma filha do falecido marquês de Sesimbra. Com a demissão do governo do conselheiro João Franco (1885-1929), que integrara Aires de Ornelas, após o assassinato do rei D. Carlos (1863-1908) e do príncipe D. Luís Filipe (1887-1908), foi constituído um “governo de aclamação”, ou seja, com o acordo de todos os partidos, naquele momento, chefiado pelo almirante Francisco Ferreira do Amaral (1844-1923), que nomeou Leite Brandão para governador do Funchal, lugar de que tomou posse a 4 de fevereiro de 1908. Com certeza, quase, a sua nomeação foi por indicação do conselheiro Aires de Ornelas que, ao longo desse ano, inclusivamente, se retirou para a sua Quinta das Almas, na Camacha, perto do Funchal. A mulher faleceria no ano seguinte, vindo o governador a casar, de novo, na Madeira.