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Arquipelago de Origem:
Santa Luzia (Funchal)
Data da Peça:
2023-09-13
Data de Publicação:
19/03/2024
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2024-03-19
Proprietário da Peça:
CCI Funchal
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Exposição Fernão Ornelas e o Funchal, painel 6, O Re-Nhau-Nhau e a Vereação de Fernão Ornelas, Nélia Ferreira, 13 de setembro de 2023, CCI Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Exposição Fernão Ornelas e o Funchal,
    Painel 6, O Re-Nhau-Nhau e a Vereação de Fernão Ornelas,
    150 x 48,2 cm.
    Conteúdos de Rui Carita e design de Nélia Susana Fernandes Ferreira.
    Fotografia de 13 de setembro de 2023
    Centro Cultural e de Investigação do Funchal, Campo da Barca, Freguesia de Santa Luzia, Funchal, ilha da Madeira.

    O periódico humorístico Re-Nhau-Nhau teve o primeiro número a 20 dez. 1929, com direção de Gonçalves Preto (1907-1971) e editou-se até aos anos 70 e inícios de 80, atravessando todo o período do Estado Novo. Acompanhou, assim, a atuação da vereação de Fernão Ornelas (1908-1978), caricaturando-o de calções e de triciclo, dada a sua pouca idade ao tomar conta da Câmara, mas render-se-ia, depois à sua atuação, colocando-o ao colo do Zé madeirense, com a legenda de que “bem o merece”, quando se configurava o seu afastamento, acrescentando: O Dr. Fernão Ornelas, que já passou por esta página de variadíssimas formas, de triciclo, de automóvel, de avião, de tanque bombardeiro, etc., hoje passa ao colo do respetivo Zé como filho amado da nossa família municipal (Funchal, 10 out. 1946).
    O principal criador da figura de Fernão Ornelas neste periódico foi o desenhador civil Paulo Sá Braz (1919-2003), quer como caricaturista, quer como gravador. Com o falecimento de Gonçalves Preto, a empresária Maria Mendonça (1916-1997) assumiria a direção, em 1971, mas sem a colaboração daquele ilustrador, que passou a colaborar com o depois célebre Comércio do Funchal (1967-1975) e empresária que ainda compraria o título, mas que poucos anos o conseguiria publicar, sendo o último número oficial de 20 dez. 1977, embora com números pontuais até 29 set. 1981. Paulo Sá Braz ainda viria a colaborar depois num novo Re-Nhau-Nhau dado como (Nova Série), A História Alegre da "Madeira Nova", onde aparece também um caricaturista de traço muito semelhante, Alírio Sequeira, que assinava Toríbio, periódico que se publicou entre 1996 e 1997, sensivelmente, quase clandestino, em fotocópias, não resistindo, assim também muito tempo.