Image
Arquipelago de Origem:
Angústias (Funchal)
Data da Peça:
1970-00-00
Data de Publicação:
11/01/2022
Autor:
Savoy Hotel
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-12
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Etiqueta de bagagem do Savoy Hotel, 1970 (c.), Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Etiqueta de bagagem do Savoy Hotel.
    Autocolante de 1970 (c.).
    Cópia de idêntica etiqueta do Reid's Palace Hotel.
    Funchal, ilha da Madeira

    Muito próximo e para nascente da margem do Ribeiro Seco, pelas últimas décadas do séc. XX era construído o Royal Hotel, ainda dentro da tradição do turismo terapêutico, constituído por 2 corpos e uma torre central, sendo o 1º andar totalmente preenchido por uma varanda de repouso, que recorria a uma armação estrutural de ferro fundido. Edifício parece ter recorrido a uma anterior residência, sendo a entrada no 1º andar ladeada por 2 óculos de cantaria aparente dentro da tradição local. A entrada efetuava-se pela Rua Imperatriz D. Amélia e, nos seus jardins, contava também com um court de ténis. No final da última década do séc. XIX foi adquirido por José Dias do Nascimento, passando a designar-se Savoy Hotel e, em 1912, tinha de 24 quartos. Nos meados da década de 20 do séc. XX seria totalmente demolido, levantando no seu local uma enorme estrutura para a época, com uma fachada a Sul de 5 pisos e integrando ainda 2 torres de mais 2 pisos. Em 1928 abria assim com 220 camas, tendo o espaço até à Rua Imperatriz D. Amélia sido de novo ajardinado e em abril de 1935, entrava na Câmara Municipal do Funchal um projeto de ampliação, da autoria do arquiteto Edmundo Tavares (1892-1983), mas que não alterava significativamente o que estava construído e que se limitava à construção de um anexo para salão de jantar. Na década de 60, o edifício principal seria parcialmente demolido, construindo-se no mesmo local um dos maiores hotéis da cidade, que em 1970 abria com 750 camas. Foi demolido em 2011, mas acabando o novo mega projeto para o seu local ficar bastante tempo pelas fundações. Em 2013, um dos herdeiros do fundador e dos últimos gestores desta unidade hoteleira, o Dr. António Drumond Borges, editou uma coleção de memórias destes 3 emblemáticos hotéis madeirenses (O Liberal, 2013).