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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
2005-00-00
Data de Publicação:
03/07/2021
Autor:
René Bértholdo
Chegada ao Arquipélago:
2021-07-03
Proprietário da Peça:
Metropolitano de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Metropolitano de Lisboa
Autor da Imagem:
Metropolitano de Lisboa
Estação do metropolitano com painéis de azulejos de René Bértholo, 2005-2006, avenida de Roma, Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Painéis de azulejos.
    René Bértholo (1935-2005), Lisboa, 2005 a 2006.
    Estação do metropolitano de Lisboa da Avenida de Roma, Lisboa, Portugal.

    Na inicial estação do metropolitano de Lisboa da Avenida de Roma, segundo as suas próprias palavras, Maria Keil inspirou-se no desenho de uma tijoleira para pavimentos de fabrico industrial. O revestimento criado para esta estação é constituído por módulos com um fundo em matizes de azul sobre o qual se inscrevem arcos de circunferência e linhas diagonais traçadas a branco ou azul claro, originando formas ondulantes marcadas por percursos de linhas quebradas. A intervenção plástica integrada na renovação/ampliação da estação, concluída a 20 de outubro de 2006, contou com a colaboração dos artistas, Lourdes de Castro (1930-) e René Bertholo (1935-2005) bem como as consequentes adaptações a realizar por Maria Keil, nos espaços que, por força da ampliação foram alterados. A responsável pelo projeto arquitetónico foi a Arq.ª Ana Nascimento. Na zona ampliada, a sul, a intervenção sobre azulejo de René Bertholo é constituída por 4 painéis colocados lateralmente no cais/átrio a um nível superior, formando volumes ligeiramente salientes das paredes que funcionam como “écrans”.
    René Bértholo (1935-2005), pintor português de uma família de origem francesa, casou-se em outubro de 1956 com Lourdes Castro (1930-), com quem viajou nesse ano até Munique, na Alemanha, onde estiveram cerca de um ano, tendo feito exposições com Costa Pinheiro (1932-2015) e Gonçalo Duarte (1935-1986). Regressaram a Portugal por algum tempo e no Inverno de 1958 fixaram-se em Paris, onde foram recebidos por Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) e Arpad Szenes (1897-1985), que naquela cidade recebiam e orientavam os artistas portugueses, parte dos quais bolseiros da Fundação Gulbenkian. Naquela cidade René Bértholo criou um dispositivo de serigrafia, que permitiu a edição da revista KWY, fundada por si e por Lourdes Castro, em 1958, ainda em Munique, relacionada com o grupo do mesmo nome, formado pelo casal e pelos artistas Costa Pinheiro, Gonçalo Duarte, José Escada (1939-1980), João Vieira (1934-2009), Jan Voss (1936-) e Christo Vladimirov Javacheff (1935-2020). A revista KWY, 12 números realizados em Paris, entre 1958 e 1963, em colaboração com René Bertholo, nunca teve mais de 300 exemplares, incluiu, pontualmente, outros nomes convidados para cada edição. A ligação com Lourdes Castro durou até 1983, quando a mesma se fixou no Funchal com Manuel Zimbro (1944-2003), que tinha sido assistente de realização de ambos em Paris.