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Arquipelago de Origem:
Escultura de Francisco Simões, 1990, leilão "Palácio do Correio Velho", Lisboa, 9 de julho de 2019, Portugal.
Data da Peça:
1990-00-00
Data de Publicação:
21/12/2025
Autor:
Francisco Simões
Chegada ao Arquipélago:
2025-12-21
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Palácio do Correio Velho, 2019
Autor da Imagem:
Palácio do Correio Velho, 2019
Escultura de Francisco Simões, 1990, leilão "Palácio do Correio Velho", Lisboa, 9 de julho de 2019, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Escultura de Francisco Simões, 
    Mármores vários embrechados, 100 cm.; 112 (com base de madeira pintada).
    Francisco Simões (1946-2026), 1990
    Catálogo do Palácio do Correio Velho, leilão de Lisboa, 9 de julho de 2019, lote 202, estimado €3,000 - €6,000 e vendido por €3,000,00.

    Francisco Simões Santos (Porto Brandão, Almada, 1946; Lisboa, 16 jan. 2026) concluiu, em 1965, o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa e, entre 1967 e 1968, esteve em Itália e em França, como bolseiro. Radicado na Madeira, em 1969, veio a ocupar o lugar de professor da Escola Secundária da Ribeira Brava em 1972 e, no seguinte ano de 1973, passou a integrar a comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes. Concluiu o curso de Escultura, em 1974, na então Academia de Música e Belas Artes da Madeira, mas teve de abandonar a Madeira um ano e pouco depois, na sequência da conturbada situação regional após o 25 de Abril de 1974. Veio então a desenvolver uma interessante carreira como artista plástico e ilustrador, tendo começado por assinar alguns trabalhos de pintura como Francisco de Almada e reservando o apelido de Simões para a escultura. Como escultor "O autor considera-se um descendente dos escultores da escola de Mafra e das suas técnicas manuais de dar vida à pedra. Na época da mecanização recusa o facilitismo destes processos, preferindo o moldar cuidado de cada centímetro de pedra por processos manuais. O resultado final é esplendoroso, os brilhos dos mármores são potenciados libertando a sua beleza escondida" (Texto do Metropolitano de Lisboa).
    Voltaria ainda à ilha da Madeira em 2019, depois de ter vivido e trabalhado quase 20 anos em Sintra, onde se instalara em 1991, adquirindo no Funchal a Quinta da Alegria, em São Roque, onde instalou o  "Centro de Artes Francisco Simões". Logo naquele ano de 2019, a 10 de maio, apresentou os seus trabalhos na Galeria Anjos Teixeira (1908-1997), na Rua João de Deus, Funchal e, a 23 de junho de 2023, ocuparia o átrio da Assembleia Legislativa Regional com uma grande exposição de obras suas e da sua coleção pessoal, organizada no quadro do Forum Económico Internacional do Instituto do Mundo Lusófono, exposição com curadoria de Márcia de Sousa. Em agosto de 2025, no entanto, venderia a quinta da Alegria do Funchal e regressava ao continente.