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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
2012-00-00
Data de Publicação:
Autor:
António de Sousa
Chegada ao Arquipélago:
2025-11-23
Proprietário da Peça:
Metropolitano de Lisboa
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Escultor Leopoldo de Almeida, caricatura de António de Sousa, 2012, estação do Aeroporto do Metropolitano de Lisboa, Portugal

Categorias
    Descrição
    Escultor Leopoldo de Almeida.
    (1898-1975)
    Mármores embrechados.
    Caricatura de António de Sousa (1953-), 2012
    Estação do Aeroporto do Metropolitano de Lisboa, Portugal.

    Leopoldo de Almeida (1898-1975) Aos 15 anos matricula-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa, frequentando o Curso Especial de Escultura entre 1916 e 1920. A sua formação é estruturada com base num classicismo de raízes académicas, marcado pelo gosto pelos cânones gregos, longe de qualquer aproximação modernista, como se pode verificar na sua obra inaugural, O vencido da vida (1922). Em 1926, desloca-se a Paris e a Roma como pensionista do Estado. Apesar de contactar com obras modernas dos escultores Bourdelle (1861-1929), Despiau (1874-1946) ou Maillol (1861-1944), mantém-se fiel à sua formação de matriz oitocentista (O fauno, 1927). Regressa a Lisboa em 1929, dando início a uma intensa atividade artística marcada por participações em concursos para monumentos e pelas encomendas estatais. A época em que mais produz coincide com o tempo das grandes obras públicas do Estado Novo e da «política do espírito» de António Ferro (1895-1956), sendo o escultor que mais encomendas executou naquele período. Em 1940, participa na Exposição do Mundo Português, para a qual executa a sua obra mais emblemática e monumental: a componente escultórica do monumental Padrão dos Descobrimentos (projeto do arquiteto Cotinelli Telmo, 1897-1948, passado a pedra em 1960). A par da atividade como escultor, Leopoldo de Almeida desenvolve uma carreira docente que se inicia em 1934 com o seu ingresso na ESBAL como professor de Desenho de Figura do Antigo e do Modelo Vivo, em cujo concurso preteriu Francisco Franco (1885-1955), e que se prolongará até à sua aposentação, em 1965. A sua obra caracteriza-se pela presença constante de uma metodologia clássica nos procedimentos e fundamentos da criação escultórica, mas que, porém, se integra na arte moderna através da simplificação formal, e do tratamento delicado, mas vigoroso das linhas e das formas. Executou para o Funchal a estátua do Infante D. Henrique (1394-1460), de 1941, que repetiu depois para Lagos, em 1957 e cujo gesso se encontra no Museu de Marinha, em Lisboa e o busto do Dr. José Maria de Freitas (1893-1948), de 1953.