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Arquipelago de Origem:
Santa Luzia (Funchal)
Data da Peça:
1957-00-00
Data de Publicação:
10/10/2025
Autor:
António do Couto Martins e António Aragão
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-10
Proprietário da Peça:
GR
Proprietário da Imagem:
Escola Secundária Francisco Franco
Autor da Imagem:
Escola Secundária Francisco Franco
Escola Secundária Francisco Franco, antiga Escola Industrial, 1957 a 1960 (c.), Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Escola Secundária Francisco Franco.
    Antiga Escola Industrial e Comercial do Funchal.
    Alvenaria pintada e cantaria aparente, projeto do arquiteto António do Couto Martins (1887-1970), 1957 (c.)
    Fachada com a escultura da Alegoria ao Trabalho de António Aragão (1921-2008), 1958 (c.)
    Fotografia da Escola Secundária Francisco Franco de 2013.
    Rua João de Deus, Funchal, ilha da Madeira.

    António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia (São Vicente, ilha da Madeira, 21 set. 1921; Funchal, 11 ago. 2008). Filho de Henrique Agostinho Aragão Mendes Correia e de Maria José de Sousa, frequentou o Liceu Jaime Moniz, a Escola Superior de Belas Artes e licenciou-se em Ciências Históricas-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo, em 1960, estagiado como bibliotecário em Itália, onde frequentou então ateliers de restauro. Em 1946, António Aragão ganhara o 2º prémio dos Jogos Florais da Madeira com o poema: "Presentemente", tendo então integrado com outros autores, o grupo de poesia experimental português, tendo a partir da década de 60 também se dedicado à pintura. Desde 1972 e até à década de 80 foi diretor do Arquivo Regional da Madeira, anteriormente designado Arquivo Distrital do Funchal, fazendo também parte da comissão diretiva do Museu da Quinta das Cruzes e sido professor da cadeira de História da Arte na Academia de Música e Belas-Artes da Madeira. Deixou interessante obra pública escultórica na Madeira e no Porto Santo, ilustrou a obra Canhenhos da Ilha, de Horácio Bento Gouveia (1901-1983), 1966 e deixou ainda obra historiográfica, com especial referência para o Funchal.
    Na segunda metade da década de 50, Aragão trabalhou num monumental baixo-relevo alusivo às Artes e Ofícios para a Escola Industrial e Comercial do Funchal, com 9 metros de largura, hoje Escola Secundária Francisco Franco, que foi a sua primeira intervenção de arte pública. Fez vários desenhos preparatórios, por certo, tendo o trabalho passado por várias versões e denota o conhecimento de alguns estudos existentes no acervo da coleção dos irmãos Henrique (1883-1961) e Francisco Franco (1885-1955), especialmente no painel central, demasiado contido, enquanto nos dois painéis laterais, alusivos aos trabalhos de cantaria, já se sente a força e liberdade de expressão patentes nos desenhos sobre os usos e costumes insulares, que Aragão começara a desenvolver por estes anos. Os negativos do futuro baixo-relevo estavam prontos a 4 de maio de 1957, data em que foram mostrados numa das salas da Escola Industrial e Comercial do Funchal, então ainda em construção, ao ministro das Obras Públicas, Eduardo de Arantes e Oliveira (1907-1982), tendo então Aragão entregue ao Ministro fotografias dos mesmos. Regista o Diário de Notícias, que na tarde desse dia, o Ministro visitou também o Museu das Cruzes, sendo recebido, à entrada do parque, por José Leite Monteiro (1898-1963), da comissão diretiva, que fora governador substituto e, depois, no interior, por Aragão. Na documentação coligida por Jorge Valdemar Guerra sobre as obras da Junta Geral, o Boletim de maio de 1957 regista essa apresentação, tal como o fevereiro do seguinte ano de 1958, regista a adjudicação da execução a um grupo de canteiros da pedreira da Panasqueira, em Câmara de Lobos. A colocação na fachada deve datar de 1959 ou 1960, pois as obras arrastaram-se por esses anos.