Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira, inaugurada a 19 de setembro de 1996, Sítio dos Piornais, São Martinho, Funchal, ilha da Madeira.
Categorias
Descrição
Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira.
Inaugurada a 19 de setembro de 1996.
Sítio dos Piornais, São Martinho, Funchal, ilha da Madeira.
Na déc. de 1960, o sector de hotelaria em Portugal empregava uma grande parte da mão de obra. Contudo, esta era pouco qualificada, devido à falta de cursos específicos na área, sendo os trabalhadores do ramo contratados e formados pelas próprias unidades hoteleiras. Em 1965, foi criado o Centro Nacional de Formação Turística e Hotelaria, em Lisboa, e começaram a surgir escolas de hotelaria em várias localidades do país. Na Madeira, o turismo aumentava e surgiam novas unidades hoteleiras, ao mesmo tempo que cresciam também as exigências quanto à qualidade dos serviços prestados aos turistas. Neste sentido, em 1967 surge a primeira escola de hotelaria na Madeira. A ideia partira de José Rafael Basto Machado (1900-1966), anterior presidente interino da Delegação de Turismo da Madeira (nomeado por portaria de 21 de maio de 1947). Contudo, Basto Machado morre em 1966, sem conseguir concretizar o projeto para formar profissionais do turismo. No ano seguinte, as diligências do Arqt. Carlos Lameiro, então presidente da Delegação de Turismo da Madeira, juntamente com um grupo de profissionais ligados ao sector da hotelaria, levam à concretização da proposta de fundação de uma escola hoteleira. A 27 de outubro de 1967, é então inaugurada, numa típica quinta madeirense adaptada para o efeito, a Escola Hoteleira Basto Machado, assim designada em homenagem ao homem que tomou a iniciativa de fundar uma escola do género. À época, o ano letivo funcionava de outubro a maio, tendo-se formado profissionais nas áreas de Cozinha, Restaurante, Andares, Receção e Economato. As aulas teóricas e práticas eram ministradas por profissionais das unidades hoteleiras madeirenses. Para ingressar nos cursos, os formandos deveriam possuir a habilitação mínima da 4.ª classe (atual 4.º ano), à exceção do curso de Receção, onde era exigido o 5.º ano (atual 9.º ano). Face às exigências de um sector em forte expansão, e à necessidade de formar recursos humanos mais qualificados e de introduzir novos cursos, adaptados aos novos tempos, tornava-se fundamental passar para uma escola mais moderna e mais bem equipada.
Assim, a 19 de setembro de 1996, foi inaugurada a nova Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira, construída de raiz, no sítio dos Piornais, em São Martinho, no Funchal, comparticipada em 75 % pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A obra foi inaugurada por Alberto João Jardim, então presidente do Governo Regional da Madeira, com a presença de João Carlos Abreu, à data secretário regional do Turismo e Cultura e um dos principais dinamizadores daquele empreendimento. O espaço foi projetado para incluir diversos núcleos, tendo capacidade para acolher 350 alunos, sendo 200 do sexo masculino e 150 do sexo feminino. Foi equipado com 24 salas de aulas, salas para o corpo docente e administração, serviços administrativos, instalações sanitárias, residência para 34 alunos, ginásio e hotel de aplicação de quatro estrelas. O núcleo escolar, para além das salas de aulas, foi complementado com: duas salas polivalentes em anfiteatro, destinadas à demonstração de Mesa, Cozinha e Bar; uma outra para audiovisuais/sala de informática; uma sala para aulas práticas do curso de Secretariado e Dactilografia; biblioteca; reprografia; gabinete médico; sala de convívio; cozinhas e bares individuais; refeitório; vestiários; e instalações sanitárias. Quanto à oferta formativa, ministravam-se os cursos de Mesa, Bar, Cozinha, Receção/Secretariado, Turismo, Chefias de Andares e Gestão de Comidas e Bebidas.
A Escola está ligada a um hotel de aplicação, que consiste numa pequena unidade hoteleira, com capacidade para 40 camas, distribuídas em 20 quartos duplos, com a função complementar de consolidação prática de conhecimentos, adquiridos na formação teórica. O hotel dispõe de restaurante, bar, sala de estar, sala de conferências e banquetes para 120
lugares e piscina. Tanto a Escola como o hotel foram devidamente equipados, do ponto de vista técnico e funcional, com mobiliário e maquinaria essencial ao seu funcionamento. A
área total da nova escola hoteleira é de 10020 m2, dos quais 6550 m2 correspondem à área de construção das instalações do hotel e da Escola. A nova infraestrutura da escola hoteleira
foi fundada com base numa aposta na qualidade dos serviços prestados ao turismo da Madeira, através da formação profissional e da valorização pessoal dos futuros profissionais
no sector do turismo. Ao longo dos anos, a Escola foi abrindo novos cursos, adaptando-se às exigências do sector e à necessidades de trabalho do mercado regional. Em 1998, a Escola dispunha de cursos com duração diversa, que variava de um a três anos, dependendo do objetivo do aluno. Nesta altura, surgiram novos cursos, como os de Guias de Turismo de Montanha, que dotavam também os alunos de conhecimentos sobre o património natural e cultural madeirense. Este curso destinava-se a alunos com o 12.º ano de escolaridade. No ano letivo de 1997/1998, funcionaram os cursos de Cozinha e Pastelaria, Restaurante, Bar, Governanta de Andares, Receção e Técnicas de Turismo para Agências de Viagens. A Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira, assim designada a partir de 1998, está concessionada ao Centro de Estudos, Línguas e Formação do Funchal desde 1 de
setembro de 2010. Sendo o turismo um sector estratégico da economia da Região Autónoma da Madeira, o atual projeto da Escola pretende promover a formação profissional qualificada,
aumentar a escolaridade dos profissionais do sector e contribuir para a inovação das práticas profissionais. Além dos cursos de dupla certificação de nível 4 (Cozinha/Pastelaria,
Restaurante/Bar e Operações Turísticas e Hoteleiras, com equivalência ao 12.º ano) e dos cursos de educação e formação de tipo 2 (equivalência ao 9.º ano), a Escola ministra também
cursos livres na sua área de intervenção, em horário pós-laboral, destinados ao público em geral, de forma a proporcionar a melhoria e a requalificação de profissionais na área.
Sílvia Gomes, DEM 4