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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1974-11-03
Data de Publicação:
17/01/2026
Autor:
Agostinho Jardim Gonçalves
Chegada ao Arquipélago:
2026-01-17
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Entrevista do padre Agostinho Jardim Gonçalves, "Diário de Notícias", Funchal, 3 de novembro 1974, p. 2, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Temer um povo em luta pela sua liberdade é negar a dinâmica da mensagem cristã
    Padre Agostinho Jardim Gonçalves (1932-2024) em entrevista ao jornal República
    Republicação a propósito da ocupação do edifício do Seminário e da manifestação de anteontem no Largo da Sé do Funchal, 1 de novembro de 1974.
    Diário de Notícias, direção de J. M. Paquete de Oliveira (1936-2016), Funchal, 3 de novembro 1974, p. 2, ilha da Madeira.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.

    O padre Agostinho José Luís de Jardim Gonçalves (St. Maria Maior, Funchal, 27 jan. 1932; Lisboa, 23 dez. 2024) era filho de Agostinho Carlos Gonçalves e de Maria Bernardete Estevão Jardim Gonçalves, professora e diretora do Colégio Júlio Dinis. Tinha três irmãos, entre os quais Jorge Jardim Gonçalves, que viria a ser presidente do Banco Comercial Português, antecessor do Millenium. O jovem Agostinho entrou para o Seminário da diocese em 1943 e foi ordenado em 22 de setembro de 1956, tendo começado por trabalhar em Machico. Chegou a lecionar também no Liceu Jaime Moniz, no Funchal e a ser chefe de redação do Jornal da Madeira, (1957-1960), onde foi substituído pelo então padre Paquete de Oliveira, antes de migrar para o continente em 1960. Mais tarde voltaria a exercer funções de professor no Instituto Superior de Estudos Teológicos, escola fundada em Lisboa por várias ordens religiosas para o ensino da Teologia.Em 1961, foi nomeado, pelo cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira, Patriarca de Lisboa, assistente nacional da Juventude Operária Católica Feminina (JOCF) facto que, registe-se, teve algo de incomum, pois não consta que, antecedentemente, nenhum padre de recente ordenação [e com menos de 30 anos] tivesse sido escolhido para assistente de movimentos da Acção Católica, sendo nomeado assistente nacional da Liga Operária Católica e da Liga Operária Católica Feminina. Estes movimentos, com o seu dedicado, dotado e esclarecido acompanhamento e apoio, iniciaram nos anos 60 processos de notável renovação, nomeadamente no que concerne às metodologias formativas.