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Arquipelago de Origem:
Curral das Freiras
Data da Peça:
2020-12-15
Data de Publicação:
17/01/2021
Autor:
Associação Refúgio da Freira do Curral das Freiras
Chegada ao Arquipélago:
2021-01-17
Proprietário da Peça:
Associação Refúgio da Freira do Curral das Freiras
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Entrada do Mega Presépio do Curral das Freiras, dezembro de 2020, Curral das Freiras, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Entrada do Mega Presépio do Curral das Freiras.
    Fotografia de 15 de dezembro de 2020.
    Associação Refúgio da Freira do Curral das Freiras, Câmara de Lobos, ilha da Madeira.

    A freguesia do Curral das Freiras, no concelho de Câmara de Lobos, apresenta-se anualmente como “Aldeia de Natal”, onde se destaca um mega-presépio, que é visitado por milhares de madeirenses e turistas. “É um presépio que leva cerca de mês e meio a ser feito e, mais do que a representação do nascimento de Jesus, é um roteiro pelos usos, costumes e tradições da população do Curral das Freiras”, explicou na comunicação social o presidente da associação Refúgio da Freira, Anacleto Camacho, responsável pela montagem da estrutura. O presépio, cuja primeira edição data de 2002, afirmou-se ao longo dos anos como o maior cartaz de Natal do concelho de Câmara de Lobos, tendo sido visitado por mais de 43 mil pessoas no ano passado.
    A associação Refúgio da Freira [a designação evoca o nome da freguesia e a ave marinha endémica chamada freira-da-Madeira que nidifica nas montanhas ao redor] usou 350 quilos de papel e 700 paletes de madeira na montagem, ocupando por completo um parque de estacionamento coberto no centro da freguesia, uma das mais pitorescas e visitadas por turistas na ilha da Madeira.
    O visitante é conduzido através dum percurso sinuoso, como se estivesse no interior duma gruta, deparando-se com representações em miniatura de atividades típicas da localidade, algumas já inexistentes, como os carvoeiros, as tosquias, a apanha de urze, o cultivo do trigo, as visitas do Espírito Santo, o manuseamento do vime, a matança do porco, a celebração dum arraial. Indo por um chão coberto de folhas de castanheiro (a castanha é uma das principais produções agrícolas da freguesia), o visitante passa também por uma casa típica, onde não falta a tradicional lapinha madeirense ou melhor escadinha madeirense: três degraus de madeira (simbolizam o “Pai”, o “Filho” e o “Espírito Santo”), ornamentados com vasos de trigo, alegra campo, fruta da época e, no topo, uma imagem do Menino Jesus.