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Arquipelago de Origem:
Porto da Cruz (Madeira)
Data da Peça:
2016-07-00
Data de Publicação:
03/04/2021
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2021-04-03
Proprietário da Peça:
Engenho do Porto da Cruz
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal de Machico
Autor da Imagem:
Câmara Municipal de Machico
Engenho do Porto da Cruz em laboração, julho de 2016, Porto da Cruz, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Engenho do Porto da Cruz em laboração.
    Fotografia de julho de 2016.
    Arquivo da Câmara Municipal de Machico, ilha da Madeira.

    Cronologia:
    1846 - 1852 - Destruição dos vinhedos na ilha da Madeira levando ao ressurgimento quase imediato do fabrico de açúcar e da aguardente; 1858 - fundação da fábrica por João Leal e Valentim Leal; 1863 - segundo Informações de Estatística Industrial do Districto do Funchal o capital empregado no estabelecimento era de 2:000$000 rs e o empregado no edifício 9:000$000 rs, pagando de foro 300 rs por ano; o pessoal era constituído por um Mestre, pago a 700 rs diários, um alambiqueiro a 600 rs diários, cinco homens maiores de 46 anos a 240 rs e dois menores de 16 anos a 100 rs diários, que trabalhavam de sol a sol, durante oito meses no ano; utilizava como matéria-prima 397 toneladas métricas de cana-de-açúcar, que se podiam comprar a 10$000 rs a tonelada, procedentes de diversas freguesias do concelho; o preço dos carretos para a fábrica era pago a 25 rs por cada 20 kg, quer fosse por conta dos donos da matéria-prima, quer fosse por conta dos donos da fábrica; a produção anual era de 366 hectolitros de aguardente de 22º a 25º resultantes de 2:249 hectolitros de guarapa, vendendo-se a aguardente pelos preços de 12$800 rs a 14$285 rs cada hectolitro; os preços dos carretos dos produtos para o local de venda eram pagos pelos donos da matéria-prima e variavam consoante as diferentes distâncias a vencer; na fábrica utilizava-se de combustível 18 centos de achas de pinho e faia, a 1$400 rs o cento mais o retraço que fica da palha da cana, de força motriz uma junta de bois e tinha as seguintes máquinas: moinho de cilindros de ferro, horizontais, alambique de destilação e bomba aspirante; 1865 - existiam duas oficinas para laboração de açúcar na freguesia de Porto da Cruz, a de Valentim Leal e a outra de Cândido Velosa de Castelo Branco; posteriormente - a fábrica passa para a posse do Dr. João Francisco Baptista Leal, pressupondo certa continuidade nos negócios; 1911 - Brito Camacho num relatório sobre a ilha, designa-a de "ilha da aguardente", devido ao consumo desusado dessa bebida, abundantemente produzida, provocando graves problemas sanitários na Região; 11 Março - procurando travar esta situação, publica-se decreto determinando a expropriação das fábricas de aguardente não matriculadas; todavia, a quebra dos compromissos deste decreto levou a que as fábricas se mantivessem; 1927 - existiam 49 fábricas de aguardente que destilavam 1.200.000 litros de aguardente, correspondente a 18.000 toneladas de cana em 50.000 do total da produção; 1928, 1 Novembro - criação da Companhia da Aguardente da Madeira, que deteve o contrato exclusivo de produção de aguardente por 25 anos, até 30 Outubro de 1953, mediante a renda de 4:212.000$00 para uma produção fixa de 500.000 lts de aguardente; 1939 - deixaram de laborar em toda a ilha 48 fábricas, ficando apenas 3 a laborar para aguardente, em regime de concentração (sociedade de quotas) até 1967; eram elas: a Sociedade de Engenhos da Calheta, Ldª, a Companhia de Engenhos de Machico, Ldª, e a Companhia de Engenhos do Norte, Ldª, do Porto da Cruz; os fabricantes que se agregaram a esta última fábrica foram os herdeiros de João Sousa Freitas, os quais, uma vez não autorizados ao fabrico de aguardente, eram obrigados, anualmente, a entregar as suas quotas de destilação ao Engenho de Porto da Cruz recebendo em troca uma percentagem dos lucros relativamente ao seu rateio; década de 20, finais / década de 30 - fusão industrial de quatro engenhos no Sítio das Casas Próximas; 1945, 20 Julho - acta lavrada na Conservatória do Registo Predial do Concelho de Machico, pela Conservadora Ana Maria Araújo, da aquisição de algumas quotas das famílias João Marcelo de Brito Figueiroa e esposa Maria Evangelista Sardinha de Brito Figueiroa, de Benjamim Teixeira de Aguiar Júnior e esposa Maria Paula Jardim Spínola Aguiar, de João Jardim Spínola e esposa Lucinda Margarida Castanha Spínola e de Maria das Mercês Jardim Spínola, a favor da Companhia dos Engenhos do Norte, Ldª; 1946, a partir - provável construção do armazém a O. da fábrica; 1954, depois - substituição da Companhia da Aguardente da Madeira pela Junta Nacional do Vinho no Funchal; 1978 - aquisição do engenho de Porto da Cruz por Luís Alberto Andrade Canning Clode. (Ficha MNs de Dina Jardim e Eduarda Gomes, 2001; reforma de Paula Noé, 2003). Pub. in Anais do Município da Antiga Vila de Machico, maqueta de 24 de fevereiro de 2021, Machico, ilha da Madeira, p. 122.