Dr. António José de Almeida entrando no Palácio de São Lourenço do Funchal, 9 de outubro de 1922, ilha da Madeira.
Categorias
Descrição
Dr. António José de Almeida entrando no Palácio de São Lourenço do Funchal.
(1866-1929)
Com o Dr. José Maria Barbosa de Magalhães (1879-1959), ministro dos Negócios Estrangeiros e Dr. Eduardo Rocha Sarsfield (1882-1966), governador civil
Fotografia de 9 de outubro de 1922.
Negativo simples, película com gelatina e sais de prata, 11,2 x 15,9 cm.|
Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's, Coleção Perestrellos, (PER 2383), Funchal. ABM/ARM,
Entrada do Palácio e Fortaleza de São Lourenço do Funchal, ilha da Madeira.
O Presidente da República chegou ao Funchal a bordo do vapor inglês Arlanza, em viagem do Rio de Janeiro para Lisboa, às 7 da manhã de 9 de outubro de 1922, saindo na tarde desse dia. Visitou o Terreiro da Luta ainda de manhã e desceu para o Funchal em carro-de-cesto do Monte.
António José de Almeida (Vale da Pinha, Penacova, 1866; Lisboa, 31 out. 1929) foi uma das figuras mais populares da República. Desde que era estudante de Medicina que defendeu ideias republicanas, publicando no jornal da Academia um extenso e crítico artigo - Bragança, o último, que o levou à prisão durante três meses. Até 1904 e após ter concluído o seu curso, partiu para S. Tomé, onde exerceu a sua profissão. Quando regressou à capital, continuou a defender as suas ideias republicanas, destacando-se como orador e sendo o ídolo dos comícios populares, voltando a ser preso em 1908. Quando, em 1910 foi proclamada a República em Portugal, foi nomeado ministro do Interior do primeiro Governo Provisório, tendo reformulado a guarda real e criado a Guarda Nacional Republicana. Mais tarde devido a vários desentendimentos, funda o Partido Republicano Evolucionista e cria o jornal que lhe dá voz, do qual é diretor: A República. A 6 de agosto de 1919 foi eleito Presidente da República, cumprindo o mandato até ao fim (ao contrário do que então acontecia). Visitando oficialmente o Brasil, no regresso passou pela Madeira e, foi com espanto que no discurso de boas vindas foi confrontado com o pedido de mais autonomia para a Junta Geral. Publicaram-se os seus discursos como 40 Anos da Vida Literária e Política, 1934.
Eduardo Rocha Sarsfield (1882-1966), natural do Porto, mas filho do coronel madeirense Alexandre José Sarsfield (1856-1926), veio a ser governador civil do Funchal entre 18 maio 1922 e 16 nov. 1923.