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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1825-00-00
Data de Publicação:
09/06/2021
Autor:
Francisco de Holanda
Chegada ao Arquipélago:
2021-06-09
Proprietário da Peça:
Academia das Ciências de Lisboa
Proprietário da Imagem:
António Bracons
Autor da Imagem:
António Bracons
Do Tirar Polo Natural de Francisco de Holanda, cópia da Academia das Ciências de Lisboa, 1825 (c.), exposição Do Tirar Polo Natural, inquérito ao Retrato Português, junho de 2018, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Do Tirar Polo Natural
    Francisco de Holanda (Lisboa, 1517-1585), 1549.
    Cópia de 1825 (c.) da Academia das Ciências de Lisboa.
    Francisco de Holanda (1517-1585), filho do iluminador António de Holanda, um dos artistas que havia trabalhado na Leitura Nova de D. Manuel, estagiou em Itália de 1538 a 1540, tendo contactado com, entre outros, Miguel Ângelo (1475-1564), de quem se tornou amigo, sendo assim dos primeiros críticos de arte a abordar o retrato.
    Fotografia de António Bracons.
    Exposição Do Tirar Polo Natural, inquérito ao Retrato Português, comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Museu Nacional de Arte Antiga, 29 de junho a 14 de outubro de 2018, Lisboa, Portugal.

    Num tempo de fluxo incessante de produção e circulação de retratos fotográficos e fílmicos, numa sociedade organizada em redor da imagem mas que, paradoxalmente, a destrói, pelo excesso, é fundamental interrogar a vida das imagens e, em particular, qual o papel do retrato na nossa cultura. Retomando, como homenagem, o título de um diálogo sobre a pintura retratística de Francisco de Holanda (Lisboa, 1517-1585), Do Tirar Polo Natural, a exposição não pretende ser uma mera antologia dos melhores retratos portugueses, nem uma tentativa identitária de retratar Portugal através dos seus rostos. Procuramos, antes, refletir sobre o que é um retrato e o que ele pode, de que impulso surge e quais os seus limites.
    Cruzando obras de épocas muito diferentes, apresentamos o retrato em redor de três categorias paradigmáticas: como dispositivo afetivo, como formador da identidade pessoal e como estratégia do poder. Sabemos, também, à partida, que esta é uma exposição falhada: porque haverá sempre retratos ausentes que poderiam ter sido escolhidos, e porque um retrato transporta sempre algo de falha ao ser constituído por uma ausência.
    O retrato é um apelo. Olhamo-lo e somos olhados de volta. Oferece-se e interpela-nos – assim nos deixemos incomodar.
    Museu Nacional de Arte Antiga, exposição comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Lisboa, 29 de junho a 14 de outubro de 2018.