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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
2016-05-03
Data de Publicação:
14/11/2020
Autor:
Privado/Expresso
Chegada ao Arquipélago:
2020-11-14
Proprietário da Peça:
Caminhos-de-Ferro
Proprietário da Imagem:
Expresso
Autor da Imagem:
Privado/Expresso
Destruição do D. Sebastião da Estação Ferroviária do Rossio, 3 de maio de 2016, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Destruição do D. Sebastião a 3 de maio de 2016.
    Mestre Gabriel Farail (1838-1892), 1890 (c.)
    Estação Central dos Caminhos de Ferro de Lisboa, projeto geral do arquiteto José Luís Monteiro (1848-1942), 1886-1887.
    Inauguração a 9 de maio e 11 de junho de 1890.
    Fotografia Expresso de 3 de maio de 2016.
    Praça D. João da Câmara, Lisboa, Portugal

    A estátua de D. Sebastião (1554-1578) da autoria do escultor francês Gabriel Farail (1838-1892) foi inaugurada com o conjunto da nova fachada, em 11 de junho de 1890, aquando da nova abertura da estação central do Rossio. Em 3 de maio de 2016, a estátua que se encontrava no nicho central das portas da entrada da estação ficou totalmente destruída, depois de um jovem turista brasileiro subir ao local para tirar fotografias com a mesma estátua, tendo caído ambos.
    O seu valor e importância prende-se também com o facto de não existirem muitas estátuas de D. Sebastião em espaço público. Registamos duas: em Esposende, assinada por Lagoa Henriques (1923-2009) em 1973, o mesmo escultor da famosa estátua do poeta Fernando Pessoa, na Baixa-Chiado, em Lisboa; e em Lagos, cidade que viu partir D. Sebastião em 1578 à conquista de Alcácer-Quibir, na fatal batalha que levou ao desaparecimento do monarca. Na cidade algarvia, a estátua é da autoria de João Cutileiro (1937-) e data também de 1973.
    D. Sebastião (1554-1578), sétimo rei da dinastia de Avis, neto do rei João III (1502-1557) de quem herdou o trono com apenas três anos. A regência foi assegurada pela sua avó Catarina da Áustria (1507-1578) e pelo cardeal D. Henrique de Évora (1512-1580). Aos 14 anos assumiu a governação manifestando grande fervor religioso e militar. Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as glórias do passado, decidiu a montar um esforço militar em Marrocos, planeando uma cruzada após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono. A derrota portuguesa na batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao desaparecimento de D. Sebastião em combate e da nata da nobreza, para além dos dois rei de Marrocos, o que levou esta batalha a ser conhecida pela Batalha dos Três Reis, iniciando a crise dinástica de 1580 que levou à perda da independência para a dinastia Filipina e ao nascimento do mito do Sebastianismo, mas também à unificação de Marrocos.