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Arquipelago de Origem:
Belém
Data da Peça:
2025-00-00
Data de Publicação:
03/04/2026
Autor:
Vários
Chegada ao Arquipélago:
2026-04-03
Proprietário da Peça:
Museu Nacional de Etnologia
Proprietário da Imagem:
Museu Nacional de Etnologia
Autor da Imagem:
Artista africano
Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário, cartaz de exposição no Museu Nacional de Etnologia, 2025, Restelo, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário.
    A exposição “Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário” serve de ponto de partida para uma visita que pretende questionar o papel de Portugal no mundo. Trinta anos volvidos da institucionalização da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Gonçalo Margato (CEI Iscte) propõe uma viagem entre passado e presente, da história do colonialismo aos discursos de política externa na contemporaneidade, questionando os legados mais ou menos visíveis da experiência colonial portuguesa.
    Lisboa, 2025.
    Museu Nacional de Etnologia, Restelo, Lisboa, Portugal.

    O Museu Nacional de Etnologia foi criado pelo grupo de trabalho de Jorge Dias (1907-1973) e Margot Dias (1908-2001), Fernando Galhano (1904-1995), Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990) e Benjamim Eanes Pereira (1928-2020), primeiro, na Universidade do Porto e no Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, fundado em 1945 por António Mendes Corrêa (1888-1960), passando depois à Universidade de Coimbra, onde Jorge Dias leciona entre 1952 e 1956, e neste último ano, a Lisboa, onde se fixa, passando a lecionar no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos e na Faculdade de Letras. Foi este grupo, a partir de 1962, que foi responsável pela montagem, primeiro, do Museu de Etnologia do Ultramar, mas a partir de 1965, Museu Nacional de Etnologia, construído, depois, em 1976, por coincidência, na Avenida da Ilha da Madeira, com projeto do arquiteto António Saragga Seabra (). O acervo do museu é vasto e diversificado, contando com cerca de 42.000 peças representativas de 80 países dos cinco continentes, com especial destaque para culturas africanas, asiáticas e ameríndias, bem como para a cultura tradicional portuguesa.
    O Museu Nacional de Etnologia com o falecimento de Jorge Dias em 1973, passa à direção de Ernesto Veiga de Oliveira e que, a partir desses anos, dirige uma série de campanhas de recolha de material da vida rural portuguesa, levadas a cabo, especialmente, por Benjamim Eanes Pereira e, depois, da responsabilidade de estudo e de exposição deste último. Destas campanhas e no quadro das recolhas alargadas de todo o território nacional da vida rural, entrou no Museu Nacional diverso material, tanto da Madeira como dos Açores, tendo sido nesse quadro que nasceu a ideia de montar na Ilha um museu dedicado à etnografia insular e local.