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Arquipelago de Origem:
São Miguel (Açores)
Data da Peça:
1940-00-00
Data de Publicação:
15/10/2025
Autor:
Domingos Rebelo
Chegada ao Arquipélago:
2025-10-15
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Descoberta da ilha de São Miguel, Primeira missa, esboço a aguarela de Domingos Rebelo, 1940, coleção particular dos Açores.

Categorias
    Descrição
    Descoberta da ilha de São Miguel
    Primeira missa
    Esboço a aguarela.
    Domingos Rebelo (1891-1975), 1940.
    No mesmo dia [8 de maio], ano de 1444, foi descoberta a Ilha de São Miguel, assim chamada em razão da festa que hoje celebra a Igreja ao Arcanjo do mesmo nome. Foi descoberta por Frei Gonçalo Velho, Comendador de Almourol da Ordem de Cristo, mandado pelo Infante Dom Henrique. Dista de Lisboa duzentas e oitenta léguas, tem de comprimento dezoito, de largo sete. É fresca de bons ares e cristalinas águas. Há nela dez Conventos, trinta e duas Paróquias, cinco Vilas e uma Cidade, que chamam Ponta Delgada, com uma famosa Fortaleza. Pe. Francisco de Santa Maria in Ano Histórico, Diário Português: Notícia Abreviada de pessoas grandes e coisas notáveis de Portugal, 1744.
    Coleção particular dos Açores.

    Domingos Maria Xavier Rebelo (Ponta Delgada, 3 de dezembro de 1891; Lisboa, 11 de janeiro de 1975), oriundo de uma família de parcos recursos, filho de um guarda-fiscal e com mais 3 irmãos. foi incentivado a seguir a carreira de pintor por Artur Viçoso May (1869-1936), então diretor da Escola de Artes e Ofícios Velho Cabral, que retratou muitos anos depois (1925, trabalho no Museu da Cidade de Lisboa). Com apenas 15 anos, partiu para Paris, tendo os estudos sido custeados por Duarte de Andrade Albuquerque de Bettencourt (1856-1932), 1º conde de Albuquerque (1909). Discípulo de Jean-Paul Laurens (1838-1921), Paul-Albert Laurens (1870-1934) e Charles Naudin (1853-1944), conviveu na capital francesa com numerosos pintores portugueses da época e começou a expor regularmente em 1911. Depois de terminados os estudos na Academia Julien, em 1913, regressou a Ponta Delgada, para se tornar professor na escola onde havia estudado, dedicando-se especialmente às composições e temas populares ou religiosos, assumidamente regionalistas, embora tenha continuado a participar em exposições na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Com uma sólida carreira nos Açores e distinguindo-se pela segurança do desenho, da composição e pela sabedoria na utilização das cores, decidiu estabelecer-se em Lisboa em 1942, abraçando então um primeiro e desafiante projeto: a finalização da pintura mural iniciada por Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) na então Assembleia Nacional (hoje Assembleia da República). Progressivamente afastado do regionalismo açoriano, dedicou-se a pintar as tradições e os costumes da vivência quotidiana lisboeta, mas não só e num registo também assumidamente etnográfico, embora se notabilizando também como retratista, o que já vinha da sua carreira açoriana. Membro da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, onde chegou a ser diretor, foi nessa cidade que veio a falecer em 1975.