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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1940-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
18/09/2022
Autor:
Câmara Municipal do Funchal
Chegada ao Arquipélago:
2022-09-18
Proprietário da Peça:
Rui e Joana Carita
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Dedicatória a Salazar nas Ilhas de Zarco, Câmara Municipal do Funchal, 1940, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Dedicatória a Salazar nas Ilhas de Zarco da Câmara Municipal do Funchal
    (1889-1970).
    Ilhas de Zarco. Segundo Volume, Eduardo Clemente Nunes Pereira (1887-1976), Do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, Câmara Municipal do Funchal, 1940.
    Companhia Portuguesa Editora, LTD., Porto (indicação do segundo volume).
    Antiga biblioteca do comandante João Inocêncio Camacho de Freitas (1899-1969), na Ribeira Brava e herdada pelo genro, general Altino de Magalhães (1922-2019) e que, desmanchando a casa em 1990, ofereceu a mesma a Rui e Joana Carita, Funchal, ilha da Madeira.

    Padre Eduardo Clemente Nunes Pereira (Câmara de Lobos, 23 nov. 1887; Funchal, 3 mar. 1976). Filho de João Nunes Pereira, comerciante e de Virgínia Cândida Hortência, fez os seus estudos no Liceu do Funchal, onde tirou o curso de letras, tendo concluído no seminário o curso de teologia. A 17 maio 1913, foi ordenado presbítero no Colégio dos Inglesinhos, em Lisboa, tendo celebrado a sua Missa Nova na igreja de São Sebastião de Câmara de Lobos a 13 jun. 1913, passando a exercer funções na sé do Funchal, paroquiando na Quinta Grande e no Campanário. Em 1916, decorrendo a 1ª Grande Guerra e com a entrada de Portugal no conflito, foi chamado para frequentar a Escola de Oficiais Milicianos em Lisboa, mas com a morte prematura de seu pai regressou à Madeira, repartindo a sua atividade pelo múnus sacerdotal, pelo ensino, pelo jornalismo, pela atividade literária e desempenhou o cargo de procurador à antiga Junta Geral do Funchal. Iniciou-se nas letras na revista Esperança, órgão dos alunos do Seminário, sendo depois chefe de redação da Quinzena Religiosa, Madeirense e Boa Nova, tal como colaborou em numerosas publicações, nomeadamente na revista Das Artes e da História, Almanaque de Lembranças, Diário da Madeira, Diário de Notícias, etc. Chefiou a redação de O Jornal que mais tarde se transformaria no Jornal da Madeira, onde foi colaborador durante longos anos e foi também redator do Correio da Madeira.
    Logo após a implantação da República, que levou ao encerramento do seminário do Funchal, montou um colégio, na Rua do Seminário, em colaboração com o Dr. Manuel Sardinha, para a formação de sacerdotes. De 1918 a 1936, lecionou no Liceu Jaime Moniz, do Funchal, passou pelo Colégio do Bom Jesus e de 1939 a 1968 foi professor e diretor do Colégio Lisbonense.
    Ainda que a sua obra mais conhecida sejam as Ilhas de Zarco, 1.ª edição de 1939 e 1940, 2.ª, ampliada, de 1957, reedição de 1967 e 1989, deixou um significativo património literário de que se destacam: Delenda Est Cartago, 1913; Golpe, 1914; Cristóvão Colombo, 1956; Infante D. Henrique e Geografia Histórica das Capitanias da Madeira; Piratas e Corsários nas Ilhas Adjacentes (lenda Histórica); V Centenário Henriquino sua Projecção na História Madeirense, 1962; etc. Foi sócio de várias academias e institutos, tendo sido agraciado com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique em 1970.
    João Inocêncio Camacho de Freitas (Ribeira Brava, 19 fev. 1899; Lisboa, 1 jul. 1969). Filho de António Freitas júnior e de Eulália Camacho de Freitas, cursou a Escola Naval, dedicando-se à oceanografia e cartografia oceanográfica nas costas de Portugal e de Moçambique, sendo em 1943 nomeado capitão do porto do Funchal, lugar que abandonou em 1943, mas a que regressou em 1945, passando a 23 de dezembro de 1951 a governador civil, lugar que ocupou até 1969. Era amigo pessoal do almirante Américo Tomaz, com quem trabalhara em Moçambique e uma das suas filhas casou com o general Altino de Magalhães (Ribalonga, Carrazeda de Ansiães, 8 maio 1922; Oeiras, 24 jan. 2019), depois ministro da República nos Açores, que veio a herdar a casa da Ribeira Brava, fechada desde os anos 60 e desmanchada em 1990.