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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1932-00-00
Data de Publicação:
04/11/2021
Autor:
Jaime Câmara
Chegada ao Arquipélago:
2021-11-04
Proprietário da Peça:
Coleção particular
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
De San Lourenço, Prosas do Estio e do Outono,  Jaime Câmara, Funchal, 1932, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Jayme Câmara, De San Lourenço, Prosas do Estio e do Outono,  Funchal, 1932, ilha da Madeira
    (1881-1946)
    Com dedicatória ao governador António Correia Caldeira Coelho (1888-1979).
    Coleção particular, Lisboa, Portugal

    Jaime Sanches Câmara (Funchal, 13 Mar. 1881; idem, 24 Dez. 1946). Filho de António José Câmara e de Helena Celina Gomes Câmara, foi chefe da Estação Meteorológica do Funchal e ajudante de conservador do Registo Predial, tendo-se dedicado à poesia e ao jornalismo, com larga obra editada, mantendo acesas polémicas com outros poetas locais.
    António Correia Caldeira
    Coelho (1888-1979), de seu nome completo, António Deslandes Correia Caldeira Coelho, nasceu em Lisboa no seio da média burguesia alta, a 22 dez. 1888. Seria, depois, advogado, magistrado judicial e diplomata, tal como, pontualmente, governador civil do Funchal, mas em cuja função, na complexa consolidação e progressiva centralização do Estado Novo, embora num aparente quadro de boa aceitação local e, inclusivamente, com largos elogios ao seu desempenho, não se conseguiria manter um ano completo. O futuro governador do Funchal tinha visitado a Madeira em 1913, na direção da Tuna Académica de Coimbra, tendo uma série de amigos dentro dos quadros do Estado Novo, tendo sido nomeado a 20 dez. 1933 e tomado posse a 15 jan. seguinte. Nessa altura, definiu logo como uma das principais metas do seu trabalho o levantamento da escultura de Zarco, pronta desde 1928, que seria inaugurada a 28 maio 1934. Conseguiria, em ago., a visita à Madeira do Ministro do Comércio, mas os principais problemas entre o Funchal e Lisboa, como os equipamentos gerais para o Turismo e outros, foram sendo sucessivamente adiados, pelo que, a 19 nov., pedia a demissão, regressando a Lisboa a 23 do mesmo mês, cidade onde viria a falecer, a 19 set. 1979.