D. Teodósio de Gouveia, in Diário de Notícias, Funchal, 17 de setembro de 1944, p. 6, ilha da Madeira.
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Descrição
D. Teodósio de Gouveia
Edição da visita do cardeal Dom Manuel Gonçalves Cerejeira (1888-1977)
Notícia do Diário de Notícias, direção de Alberto Araújo (1892-1976), Funchal, 17 de setembro de 1944, p. 6.
Levantamento para a entrada do DEM do governador Dr. Gustavo Teixeira Dias (c. 1886-?)
Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.
Dom Teodósio Clemente de Gouveia (São Jorge, ilha da Madeira, 13 maio 1889; Lourenço Marques (hoje, Maputo), 6 fev. 1962). Filho de Clemente Francisco de Gouveia e Ana Augusta Jardim, veio a entrar para o seminário da Encarnação do Funchal em 1905 e, extinto este em 1910, continuou os seus estudos em Paris, sendo ordenado diácono em 1918 e, sacerdote, no ano seguinte. Passou então por várias universidades europeias, regressando ao Funchal em 1922, desempenhando funções no seminário, onde foi reitor, passando depois a reitor do colégio português de Santo António, em Roma. Eleito em 1935 bispo de Leuce, foi apresentado como prelado para Lourenço Marques, sendo elevado a arcebispo em 1941 e, pelo papa Pio XII, em consistório de 18 fev. 1945, elevado a cardeal, tendo sido o primeiro cardeal residente em África na época moderna e, também, então, o único cardeal de origem madeirense.
Manuel Gonçalves Cerejeira (Lousado, Vila Nova de Famalicão, 29 nov. 1888; Lisboa, 2 ago. 1977) foi o 14.º patriarca de Lisboa, nomeado a 18 nov. 1929. Diplomado em Teologia e em Ciências Histórico-Geográficas pela Universidade de Coimbra, na respetiva Faculdade de Letras obteve em 1919 o grau de doutor em Ciências Históricas, com a tese Clenardo e a Sociedade Portuguesa do seu tempo, tendo permanecido nessa faculdade, como professor, até 1928, participando com António de Oliveira Salazar (1889-1970) na fundação e direção do Centro Académico de Democracia Cristã. Nesse ano de 1928 foi elevado a arcebispo de de Mitilene e, no ano seguinte, a cardeal de Lisboa, demonstrando o grande interesse e confiança da Santa Sé nas suas posições e nas de Salazar, com quem em 1940, assinaria a Concordata entre Portugal e a Santa Sé. Alcançaram grande êxito as suas viagens ao estrangeiro, como em 1934 à Argentina, para participar no Congresso Eucarístico de Buenos Aires, altura em esteve no Rio de Janeiro e a partir de que passou a incentivar idêntico monumento em Lisboa; em 1935 à Bélgica, para o Congresso dos 100.000 jocistas em Bruxelas; em 1944 a Angola e Moçambique, como legado pontifício de Pio XII para presidir à Sagração da Catedral de Lourenço Marques, altura em que passou oficialmente na Madeira; em 1950 à Índia, como legado Pontifício nas comemorações do IV Centenário da Morte de S. Francisco Xavier, entre outras. Pediu a resignação em 1966, mas que só lhe foi concedida em 1971, sendo substituído por D. António Ribeiro (1928-1998).