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Arquipelago de Origem:
Rio de Janeiro (Brasil)
Data da Peça:
1809-00-00
Data de Publicação:
09/06/2021
Autor:
Manoel Dias de Oliveira
Chegada ao Arquipélago:
2021-06-09
Proprietário da Peça:
Palácio Nacional de Mafra
Proprietário da Imagem:
MNAAntiga
Autor da Imagem:
MNAA
D. Carlota Joaquina, óleo de Manoel Dias Oliveira, 1809, exposição Do Tirar Polo Natural, inquérito ao Retrato Português, junho de 2018, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, Portugal.

Categorias
    Descrição
    D. Carlota Joaquina.
    (1775-1830)
    Óleo sobre tela, 82 x 63,5 cm.
    Manoel Dias Oliveira (1764-1837) (atr.), Rio de Janeiro, 1809 (c.)
    Palácio Nacional de Mafra, Portugal
    Exposição Do Tirar Polo Natural, inquérito ao Retrato Português, comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Museu Nacional de Arte Antiga, 29 de junho a 14 de outubro de 2018, Lisboa, Portugal.

    D. Carlota Joaquina ostenta medalhão com o retrato de D. João VI (1767-1822) e mais três condecorações: ao peito a Cruz Estrelada da Áustria (Habsburgo) e, suspensas, a Ordem de Santa Isabel e a espanhola das Damas de la Reina Maria Luiza. D. Carlota Joaquina (Aranjuez, 1775; Queluz, 1830) era filha de Carlos IV, príncipe das Astúrias e depois rei de Espanha e irmã do futuro Fernando VII. Casou com o infante D. João, futuro D. João VI, aos 10 anos de idade, casamento consumado a partir de 1790. Teve nove filhos de D. João VI, entre os quais seis filhas, algumas das quais foi casando sucessivamente na casa dos Bourbon de Espanha, com os tios Fernando VII e Carlos Maria Isidro.
    Num tempo de fluxo incessante de produção e circulação de retratos fotográficos e fílmicos, numa sociedade organizada em redor da imagem mas que, paradoxalmente, a destrói, pelo excesso, é fundamental interrogar a vida das imagens e, em particular, qual o papel do retrato na nossa cultura. Retomando, como homenagem, o título de um diálogo sobre a pintura retratística de Francisco de Holanda (Lisboa, 1517-1585), Do Tirar Polo Natural, a exposição não pretende ser uma mera antologia dos melhores retratos portugueses, nem uma tentativa identitária de retratar Portugal através dos seus rostos. Procuramos, antes, refletir sobre o que é um retrato e o que ele pode, de que impulso surge e quais os seus limites.
    Cruzando obras de épocas muito diferentes, apresentamos o retrato em redor de três categorias paradigmáticas: como dispositivo afetivo, como formador da identidade pessoal e como estratégia do poder. Sabemos, também, à partida, que esta é uma exposição falhada: porque haverá sempre retratos ausentes que poderiam ter sido escolhidos, e porque um retrato transporta sempre algo de falha ao ser constituído por uma ausência.
    O retrato é um apelo. Olhamo-lo e somos olhados de volta. Oferece-se e interpela-nos – assim nos deixemos incomodar.
    Museu Nacional de Arte Antiga, exposição comissariada por Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale, Lisboa, 29 de junho a 14 de outubro de 2018.