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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1901-06-23
Data de Publicação:
02/01/2022
Autor:
Vicente Gomes da Silva (filho)
Chegada ao Arquipélago:
2022-01-02
Proprietário da Peça:
ABM/ARM
Proprietário da Imagem:
ABM/ARM
Autor da Imagem:
Vicente Gomes da Silva (filho)
D. Carlos e D. Amélia em carro de bois na Rua do Aljube durante a Visita Régia, Vicente Gomes da Silva (filho), 23 de junho de 1901, Funchal, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    D. Carlos e D. Amélia em carro de bois na Rua do Aljube durante a Visita Régia.
    (1863-1908) e (1865-1951)
    Vicente Gomes da Silva (filho) (1857-1933), 23 de junho de 1901.
    Photographia-Museu Vicentes (Fundo VIC).
    Rua do Aljube, Funchal, ilha da Madeira

    D. Carlos (1863-1908). Filho de D. Luís I e de D. Maria Pia de Sabóia, veio a distinguir-se, para além de rei, como pintor e cientista. Tendo começado a pintar em 1889, veio a atingir uma muito boa qualidade, especialmente nos seus trabalhos em aguarela, tendo sido seu mestre o aguarelista espanhol Enrique Casanova. Como cientista distinguiu-se nas suas explorações oceanografias, a bordo do iate D. Amélia, trabalhos então de certa forma em moda em algumas cortes europeias. Recebendo uma pesada herança política e governativa, logo inquinada no início do seu reinado com a questão do ultimato inglês ao Mapa Cor-de-Rosa, a situação não deixou de piorar e levar, em 1908, ao seu assassinato e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe junto à Praça do Comércio, em Lisboa, quando a família real regressava de Vila Viçosa.
    Maria Amélia de Orleães (Twickenham, Inglaterra, 28 set. 1865; Versalhes, 25 out. 1951) era filha de Luís Filipe Alberto, conde de Paris e duque de Orleães e de Maria Isabel Francisca de Assis, infanta de Espanha, tendo casado em 21 de junho de 1886 com o príncipe D. Carlos de Bragança (1863-1908) e, pouco tempo antes, entrado em Portugal pela estação de Pampilhosa, proveniente de Saragoça. De elevada cultura, desenhando e pintando, tal como D. Carlos, com uma certa desenvoltura para a época, veio a desenvolver um importante papel na corte portuguesa, a ela se devendo a fundação do Museu dos Coches e do Jardim Zoológico de Lisboa. Nos últimos anos, especialmente com o assassinato de D. Carlos e D. Luís Filipe, veio a fechar-se num certo religiosismo dramático e num protecionismo maternal que não facilitaram a manutenção no trono do seu filho, D. Manuel II.
    Uma outra fotografia semelhante, no Largo do Chafariz, foi pub. catálogo da exposição Obras de Referência dos Museus da Madeira.500 Anos de História de Um Arquipélago, mostra comissariada por Francisco Clode de Sousa, Galeria de D. Luís, Palácio da Ajuda, Novembro de 2009, p. 473.