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Arquipelago de Origem:
Portugal
Data da Peça:
2000-00-00
Data de Publicação:
16/03/2021
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2021-03-16
Proprietário da Peça:
Privado
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Cruz e Selo da Ordem dos Templários, dos Cavaleiros da Ordem do Templo, técnica mista, 2.000 (c.), Portugal

Categorias
    Descrição
    Cruz e Selo da Ordem dos Templários ou dos Cavaleiros da Ordem do Templo
    + SIGILLVM: MILITVM: XPISTI: (Selo da Milícia de Cristo).
    Técnica  mista, 2.000 (c.).
    Portugal.

    O selo original de que partem quase todas estas reproduções é o do Mestre da Ordem do Templo Renaud de Vichier (1250-1256), preservado nos Arquivos Nacionais em Paris. A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, conhecida como Cavaleiros Templários, Ordem do Templo ou simplesmente como Templários, foi uma ordem militar de cavalaria, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, pelo cavaleiro francês Hugo de Payens, em 1118, com mais 8 cavaleiros de Godofredo de Bulhões, entre os quais o português Arnaldo da Rocha e André de Montbard, tio do futuro São Bernardo de Claraval, reformador da Ordem de Cister. Houve assim, logo nos primeiros anos da fundação, uma certa relação entre as duas ordens, vindo alguns dos quadros superiores dos Templários, no final da vida, a retirarem-se para Claraval.
    O nova Ordem tinha como missão proteger os cristãos que voltavam a fazer a peregrinação a Jerusalém, então reconquistada, mas que atravessando territórios vários, corriam sempre perigos. Estabeleceram-se no antigo Monte de Templo, onde existira o mítico Templo de Salomão e os seus membros faziam votos de pobreza, castidade, devoção e obediência. Usavam mantos brancos com uma cruz vermelha e o seu símbolo era um cavalo montado por dois cavaleiros, símbolo da sua pobreza e do apoio que prestavam aos que passavam a Jerusalém. Daí o se denominarem "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", mas o que estava um pouco longe de ser verdade.
    O sucesso dos Templários nos primeiros séculos esteve vinculado ao das Cruzadas e que, reunindo importantes fundos para essa missão, fundaram oratórios e castelos, um pouco por toda a Europa, para o que conseguiram inúmeras isenções, quer da Igreja quer dos vários Estados. Criando uma rede internacional de recolha de fundos, igualmente se especializaram na gestão dos mesmos, estando, de certa forma, na base do que depois foram os primeiros bancos nos grandes mosteiros e centros portuários do Mediterrâneo. Quando Jerusalém veio a ser reconquistada pelo sultão curdo do Egito e da Síria, Nasser Saladino, entre 1187 e 1192, o apoio à Ordem foi-se reduzindo, mas a sua sólida situação económica ainda se manteria mais de um século.
    A situação mudaria nos finais do século XIII, quando subiu ao poder em França o rei Filipe IV, o Belo, que entre 1298 e 1302, apoiou a tentativa do grão-mestre dos Templários Jacques de Molay de recuperar Jerusalém, com o apoio dos mongóis Kublai Khan, imperador da China. A tentativa frustrou-se e houve de reequacionar a situação. Decorrendo um grave diferendo entre a França e o papado de Roma pelo controlo dos bens das grandes ordens religiosas, desenrolou-se uma forte perseguição aos Templários, acusados de iniciações secretas e outros crimes, que o seu emblema com dois cavaleiros no mesmo cavalo ajudou, acabando os principais dirigentes a serem acusados de heresia.
    A detenção dos templários ocorreu na sexta-feira, dia 13 de outubro de 1307, devendo ser a razão para a lenda popular de ser sempre sexta-feira 13, um dia particularmente azarado. A pressão de Filipe IV sobre o papa o papa Clemente V, de origem francesa e que desde 1309 se transferira de Roma para Avinhão, no sul de França, levou o mesmo a ter de extinguir a Ordem em 1312. Os bens dos Templários passaram para o controlo da corte de França, primeiro, com a ideia de virem a ser entregues aos Hospitalários, mas o que não aconteceu e tendo depois os principais chefes sido supliciados a 18 de março de 1314. O desaparecimento da maior parte das infraestruturas europeias da Ordem, especialmente a incomensurável riqueza que se dizia que tinham acumulado os Templários, tal como a sua documentação, que se encontraria em Chipre e foi saqueada em 1571 pelos Otomanos, deu origem às mais diversas especulações e lendas que mantêm o seu nome vivo até aos dias de hoje.