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Arquipelago de Origem:
Câmara de Lobos
Data da Peça:
1960-00-00
Data de Publicação:
05/06/2026
Autor:
João Pestana
Chegada ao Arquipélago:
2026-06-05
Proprietário da Peça:
Museu de Fotografia da Madeira
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
João Pestana
Crianças em Câmara de Lobos, fotografia de João Pestana, 1960 a 1970, ilha da Madeira

Categorias
    Descrição
    Crianças em Câmara de Lobos

    Fotografia de João Pestana (1929-2017), 1960 a 1970.

    Película, gelatina e sais de prata

    Museu de Fotografia da Madeira, Atelier Vicente's (n.º inv. JAP 454.6), em depósito na DRABL.
    Câmara de Lobos, ilha da Madeira.


    Texto do Museu, assinalando o Dia Mundial da Criança de 2026, "uma efeméride que procura chamar a atenção para os direitos, o bem-estar e a proteção das crianças em todo o mundo. Esta data recorda o princípio de que todas as crianças, independentemente da raça, cor, religião, origem social ou país de origem, têm direito ao afeto, à compreensão, à alimentação adequada, aos cuidados médicos, à educação gratuita e à proteção contra todas as formas de exploração, devendo crescer num clima de paz e fraternidade. Associa-mo-nos a esta comemoração através da divulgação de algumas fotografias realizadas pelo saudoso João Pestana, na então vila de Câmara de Lobos". O museu já tinha levado a efeito a exposição temporária João Pestana, Retrospetiva da Obra Fotográfica (1929-2017), entre abril a junho de 2021, altura em que se reproduziu o texto: "Eu nunca tenho idade", diz [João Pestana]. Aprendeu a arte com "gente que sabia". O abstraccionismo e o figurativo misturam-se. Mas nem sempre foi assim. O interesse pela íris da máquina, pela impressão do momento, acontece, ainda, nos primeiros tempos de liceu. A fotografia, por via da família Vicente, pioneira do ofício no início do século XIX, fez escola na Madeira. João Pestana é a prova de laboratório. Ingressa nos serviços de topografia e geodesia da autarquia funchalense. Em Julho de 1963, faz a sua primeira exposição com carácter profissional. Nas décadas de 50 e 60 integrou o grupo de fundadores do Cineclube do Funchal, associação considerada "subversiva" pelo Estado Novo, do qual Herberto Helder [1930-2015] fez parte enquanto viveu na Madeira. Ligado ao Cineclube cria-se o primeiro grupo de Teatro Experimental do Funchal onde Pestana interpretou quatro peças - "O Doido e a Morte" (Raul Brandão), "A Cantora Careca" (Eugène Ionesco), "O Urso" e "Um Pedido de Casamento" (Anton Tchekov) -, entrando ainda em vários filmes rodados na ilha, como actor, assistente de realização ou de produção. Trabalhou com o director de fotografia Jean Rabier [1927-2016] em Ilhas Encantadas, de Carlos Vilardebó [1926-2019], rodado na Madeira (1964), para António da Cunha Telles [1935-2022]. Conheceu então Amália Rodrigues (protagonista do filme) [1920-2018] e o fotógrafo Augusto Cabrita [1923-1993]. Em 1961 já tinha colaborado em Ribeira da Saudade, de João Mendes. Mas é a fotografia que impera na vida deste homem para quem "não basta pegar na máquina e disparar". João Pestana bebeu cedo o sentido do enquadramento, o que era medir uma luz olhando para o céu. Lília Bernardes (1956-2016), "João Pestana, «Ainda durmo com máquina à cabeceira»", in Diário de Notícias, 22 dez. 2007