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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1974-12-06
Data de Publicação:
05/11/2025
Autor:
Jornal da Madeira
Chegada ao Arquipélago:
2025-11-05
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Criado o Comando Operacional da Madeira, conferência de imprensa do brigadeiro Carlos de Azeredo, Jornal da Madeira, Funchal, 6 de dezembro de 1974, p. 5, ilha da Madeira.,

Categorias
    Descrição
    Criado o Comando Operacional da Madeira - anunciou ontem o brigadeiro Carlos de Azeredo
    em conferência com os órgãos da informação local
    Brigadeiro Carlos Azeredo (1930-2021) e major Faria Leal (1936-2015)
    Jornal da Madeira, direção de Alberto João Jardim (1943-), Funchal, 6 de dezembro de 1974, p. 5.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, JM, Funchal, ilha da Madeira.

    Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme (Marco de Canaveses, 4 out. 1930; Porto, 12 ago. 2021). Oriundo da antiga aristocracia nortenha e filho do genealogista Francisco Carlos de Azeredo Melo e Leme (1900-1988), cumprira várias comissões de serviço militar no antigo Estado Português da Índia, em Cabinda, em Angola e na Guiné, onde trabalhara com o general António de Spínola (1910-1996). Tendo vindo para o Funchal na sequência da manifestação de 1 de Maio 1974, depois do envio dos antigos governantes para o Brasil e com a nomeação do novo governador civil Dr. Fernando Rebelo (1919-2003), regressou ao continente, fixando-se no Porto. A situação na Madeira viria a degradar-se nos meses seguintes, havendo a perceção de que não seria possível a montagem das primeiras eleições democráticas, pedindo-se em agosto ao coronel Carlos Fabião (1930-2006), chefe do estado-maior do Exército o regresso de Azeredo, que estaria na Madeira até 1976. Depois da sua longa comissão de serviço na Madeira ainda desempenharia o lugar de chefe da casa militar do presidente da República, Dr. Mário Soares (1924-2017). Tendo-se, entretanto, reformado, passou a dedicar-se à historiografia militar do norte de Portugal, tendo editado vários títulos, assim como um autobiográfico, Trabalhos e dias de um soldado do Império, Porto, Civilização, 2004, onde aborda sumariamente a sua passagem pela Madeira. Em 1997, no entanto, ainda assumiria uma coligação do PSD e CDS para as eleições para a Câmara Municipal do Porto, mas onde sairia derrotado.
    José Manuel dos Santos de Faria Leal (1936-2015). Proveniente do corpo de estado-maior do EME, onde ingressara a 02 ago. 73, foi colocado no Funchal como CEM/QG-CTIM, a 23 jan. 74, já então ligado ao Movimento das Forças Armadas, assumindo a liderança dos capitães da Madeira no 25 de Abril e assinando, no dia seguinte, o auto de receção dos ex-membros do governo. Regressaria a Lisboa depois, ficando colocado no EME, a 9 ago. 74 e sendo transferido para o EMGFA, a 18 out. seguinte, mas no final desse ano,  face ao agudizar da situação na Madeira, regressa ao Funchal, sendo de novo colocado no CTIM  e então, tal como outros militares, alvo dos comunicados de expulsão da FLAMA. Voltaria a Lisboa, sendo colocado como chefe-de-gabinete do secretário de Estado das Obras Públicas, a 11 out. 75 e, depois, como brigadeiro, entre 1990-93, seria diretor do Serviço de Transportes do Exército e, em 1995, general comandante do Governo Militar de Lisboa. No ano seguinte seria chefe da Casa Militar da Presidência da República, nos mandatos de presidente do Dr. Jorge Sampaio (18 set. 1939-10 set. 2021), entre 1996-2006. Faleceu em Lisboa a 6 jun. 2015.