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Arquipelago de Origem:
Freguesia da Sé (Funchal)
Data da Peça:
1961-07-31
Data de Publicação:
02/01/2026
Autor:
Diário de Notícias
Chegada ao Arquipélago:
2026-01-02
Proprietário da Peça:
ABM
Proprietário da Imagem:
ABM
Autor da Imagem:
ABM
Cónego Homem de Gouveia, o seu funeral, "Diário de Notícias", 31 de julho de 1961, p. 3 ,ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Cónego Homem de Gouveia, o seu funeral
    (1869-1961).
    Celebrou as exéquias o cónego Manuel Francisco Camacho (1877-1970) e levou o luto, o sobrinho coronel Fernando Homem da Costa (1911-1997)
    Diário de Notícias, direção de Alberto Araújo (1892-1976), Funchal, 31 de julho de 1961, p. 3.
    Arquivo Regional da Madeira, Coleção de Jornais, DN, Funchal, ilha da Madeira.

    António Homem de Gouveia (Ponta do Pargo, 15 dez. 1869; Funchal, 29 jul. 1961) era filho da António Homem de Gouveia e Josefina Maria de Gouveia, frequentou o Seminário Diocesano e ordenou-se presbítero a 23 de setembro de 1893. Exerceu funções em várias paróquias, iniciando a sua carreira eclesiástica como cura no Porto Santo, depois vigário na Boaventura, capelão e mestre de cerimónias na Sé, capelão  da Sé da Santa Casa da Misericórdia, sendo feito cónego da Sé do Funchal a 30/11/1899. mas seria nomeado cónego da Sé em 1893, exercendo funções junto da Dioceses, mas igualmente civis, tendo presidido à Junta Geral e sido deputado na legislatura de 1905 a 1906 e de 1906 a 1907. Foi ainda provedor da Santa Casa da Misericórdia, funcionário do Museu Municipal e professor do Seminário, do Liceu e da Escola Industrial e Comercial do Funchal. Profundo conhecedor de várias línguas, fundou o primeiro diário católico, o Correio do Funchal, tendo sido capelão dos ex-imperadores Carlos de Áustria e Zita de Bragança e Bourbon-Parma. No campo literário destacou-se nas áreas dos Estudos Sociais, Religiosos e Políticos e publicou: “A Escravidão da Igreja em Portugal”, 1905; “Necessidade do descanso dominical”, 1907; “A Situação da Madeira”,1907 e “O Imperador Carlos”, Lisboa, 1922. Era conhecido por ser poliglota, expressando-se fluentemente em Espanhol, Italiano, Francês, Inglês e Alemão. Foi também jornalista, tendo colaborado em vários jornais, sendo um dos fundadores de um diário católico: O Correio do Funchal. A Santa Sé condecorou-o com a Medalha “Proeclesia et Pontífice”, também conhecida como Cruz de Honra. [MG]
    Cónego Manuel Francisco Camacho (Curral das Freiras, 2 abr. 1877; Funchal, 14 dez. 1970). Filho de José Militão Camacho e de Maria do Monte, veio a tornar-se uma das figuras incontornáveis da igreja madeirense da primeira metade do século XX. Da família dos fotógrafos João Francisco (1833-1898) e Augusto Maria Camacho (1838-1927), foi pároco de São Jorge, depois de ter assumido a direção do Seminário Diocesano nos primeiros anos da República, o que com a separação da Igreja do Estado, o obrigou a enorme cautela e prudência, para além de uma determinação e esforço redobrados. Nomeado cónego capitular em 1924, seria vigário geral no mesmo ano e, em 1957, esteve em Sé Vacante.
    Fernando Homem da Costa (Funchal, 24 fev. 1911; idem, 1 jul. 1997). Oficial do Exército, desempenhou uma longa comissão de serviço em Macau, de 1938 a 1946, aí permanecendo assim durante a 2.ª Grande Guerra. Regressado a Portugal, fixaria residência na Madeira, desempenhando sucessivos cargos de chefia na Guarnição Militar, na sequência dos quais seria chamado, em comissão de serviço, à presidência da Junta Geral, lugar que desempenharia por 11 anos. Cumulativamente, desempenharia ainda a presidência da Junta Autónoma dos Portos e da Junta dos Aproveitamentos Hidráulicos.