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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1929-12-22
Data de Publicação:
02/01/2026
Autor:
Carlos Rodrigues
Chegada ao Arquipélago:
2026-01-02
Proprietário da Peça:
Núcleo Museológico Lyceu do Funchal
Proprietário da Imagem:
Núcleo Museológico Lyceu do Funchal
Autor da Imagem:
Carlos Rodrigues/Núcleo Museológico Lyceu do Funchal
Cónego Homem de Gouveia com os setimanistas do liceu do Funchal em Lisboa, em 1929, Portugal

Categorias
    Descrição
    Cónego Homem de Gouveia
    (1869-1961).
    Pormenor da fotografia Setimanistas do liceu do Funchal em Lisboa, em 1929
    Fhoto J. Fernandes, Lisboa, Rua do Loreto, 43, 1º, Carlos Rodrigues, 22 de dezembro de 1929.
    Antiga coleção superintendente-chefe Nuno Homem da Costa doada ao Núcleo Museológico Lyceu do Funchal, ilha da Madeira.

    António Homem de Gouveia (Ponta do Pargo, 15 dez. 1869; Funchal, 29 jul. 1961) era filho da António Homem de Gouveia e Josefina Maria de Gouveia, frequentou o Seminário Diocesano e ordenou-se presbítero a 23 de setembro de 1893. Exerceu funções em várias paróquias, iniciando a sua carreira eclesiástica como cura no Porto Santo, depois vigário na Boaventura, capelão e mestre de cerimónias na Sé, capelão  da Sé da Santa Casa da Misericórdia, sendo feito cónego da Sé do Funchal a 30/11/1899. mas seria nomeado cónego da Sé em 1893, exercendo funções junto da Dioceses, mas igualmente civis, tendo presidido à Junta Geral e sido deputado na legislatura de 1905 a 1906 e de 1906 a 1907. Foi ainda provedor da Santa Casa da Misericórdia, funcionário do Museu Municipal e professor do Seminário, do Liceu e da Escola Industrial e Comercial do Funchal. Profundo conhecedor de várias línguas, fundou o primeiro diário católico, o Correio do Funchal, tendo sido capelão dos ex-imperadores Carlos de Áustria e Zita de Bragança e Bourbon-Parma. No campo literário destacou-se nas áreas dos Estudos Sociais, Religiosos e Políticos e publicou: “A Escravidão da Igreja em Portugal”, 1905; “Necessidade do descanso dominical”, 1907; “A Situação da Madeira”,1907 e “O Imperador Carlos”, Lisboa, 1922. Era conhecido por ser poliglota, expressando-se fluentemente em Espanhol, Italiano, Francês, Inglês e Alemão. Foi também jornalista, tendo colaborado em vários jornais, sendo um dos fundadores de um diário católico: O Correio do Funchal. A Santa Sé condecorou-o com a Medalha “Proeclesia et Pontífice”, também conhecida como Cruz de Honra. [MG]