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Arquipelago de Origem:
Porto
Data da Peça:
1949-00-00
Data de Publicação:
07/11/2021
Autor:
Comissão Central do Movimento Nacional Democrático
Chegada ao Arquipélago:
2021-11-07
Proprietário da Peça:
Comissão Central do Movimento Nacional Democrático
Proprietário da Imagem:
Comissão Central do Movimento Nacional Democrático
Autor da Imagem:
Comissão Central do Movimento Nacional Democrático
Comissão Central do Movimento Nacional Democrático de 1949, com Virgínia Moura e Maria Lamas, Porto, Portugal

Categorias
    Descrição
    Comissão Central do Movimento Nacional Democrático de 1949, com Virgínia Moura e Maria Lamas.
    António Areosa Feio, Albertino Macedo, Virgínia Moura, Rui Luís Gomes, Maria Lamas e José Morgado.
    Porto, Portugal


    Em 13 de fevereiro de 1949 surge no Porto o pró-comunista Movimento Nacional Democrático, constituído pelas comissões de apoio à candidatura de Norton de Matos que não aceitaram a dissolução por este determinada. Começou então, no seio da oposição, uma dialética entre os democratas atlantistas e os anti-fascistas proto-comunistas que foi aproveitada pelo situacionismo de modo eficaz. O movimento começa pela emissão de um manifesto, logo em maio de 1949, dominado pelos dirigentes do Porto onde se destacam Ruy Luís Gomes, António Maximiano da Silva e Virgínia de Moura, membros da comissão local de apoio à candidatura de Norton de Matos, a que se juntam na comissão central, Maria Lamas, José Morgado, Pinto Gonçalves, Areosa Feio e Albertino Macedo. Nesse quadro, a comissão central é presa em 17 de dezembro de 1949.
    Maria Lamas (1893-1983), foi uma das principais ativistas portuguesas dos direitos das mulheres, de seu nome completo, Maria da Conceição Vassalo e Silva (Torres Novas, 6 out. 1893-Lisboa, 6 dez. 1983), era a irmã mais velha de Manuel António Vassalo e Silva (Torres Novas, 8 nov. 1899; Lisboa, 11 ago. 1985), último governador do Estado Português da Índia, passando a usar o apelido Lamas, depois de breve casamento. Diretora e fundadora da revista Modas e Bordados, foi perseguida pela PIDE e tendo estado detida em Caxias em 1949, 1950-1951, depois da publicação das Mulheres do Meu País e, de novo, em 1953,  recolhendo-se então no Funchal em 1954 e 1955, onde escreveu Arquipélago da Madeira, Maravilha Atlântica, editado pelo Eco do Funchal, em folhetos, a partir de 1956, tendo seguido em 1960 para Paris, ode se manteve exilada e de onde só regressou a Portugal a 3 de dezembro de 1969, com a Primavera Marcelista.