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Arquipelago de Origem:
Paris
Data da Peça:
1923-00-00
Data de Publicação:
12/06/2022
Autor:
Francisco Franco
Chegada ao Arquipélago:
2022-06-12
Proprietário da Peça:
Rui e Joana Carita
Proprietário da Imagem:
Rui Carita
Autor da Imagem:
Rui Carita
Coelho, xilogravura de Francisco Franco, Paris, 1923, Amadora, Portugal

Categorias
    Descrição
    Coelho.
    Xilogravura, 14 x 10 cm; 24 x 20 cm.
    Francisco Franco (1885-1955), Paris, 1/10, 1923.
    Fotografia de 11 de junho de 2022.
    Colecção Rui e Joana Carita, Amadora, Portugal.

    Francisco Franco de Sousa (1885-1955) formara-se na Escola Industrial do Funchal, onde o pai homónimo () era entalhador e, depois na Escola de Belas-Artes de Lisboa, entre 1902 e 1909, ano em que parte para Paris no intuito de completar a sua formação académica com o irmão Henrique Franco de Sousa (1883-1961). Nessa cidade contacta com as obras de Rodin e Bourdelle e integra o grupo dos Cinco Independentes, juntamente com Dordio Gomes, Alfredo Miguéis, Diogo de Macedo e Henrique Franco, seu irmão. Em 1914 regressa à sua ilha natal, devido ao início da Primeira Guerra Mundial. Neste período realiza vários bustos e monumentos, obras marcadas pela transição de um gosto naturalista para uma estética que revela um interesse pela valorização da componente arquitetónica da escultura e dos seus valores formais. Retorna a Paris em 1921, após breve passagem por Roma, onde se dedicou ao desenho e à gravura. Na capital francesa expõe no Salon d'Automne e na Société Nationale. São desta época obras como Rapariga francesa, Polaca, Torso de mulher ou o Busto do pintor Manuel Jardim, que com a Cigana ou Chanteuse, teriam sido das suas mais arrojadas obras. Em 1923 participa na exposição 5 Independentes e entre 1925 e 1927 expõe em Nova Iorque, no Rio de Janeiro e em Boston com Picasso. Nesse ano de 1927 regressa os trabalhos para a grande estátua de Gonçalves Zarco, encomendada em 1922, apresentada em Lisboa ainda nesse ano e inaugurada no Funchal, em 28 de maio de 1934. Esta obra marca o início da sua carreira pública como escultor, com inúmeras esculturas de Salazar, passando a ser um dos artistas mais solicitados para a realização de estatuária do Estado Novo. A sua obra monumental, na qual se destacam a estátua do Infante D. Henrique (1931), hoje no Museu de Marinha, o Apostolado da Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa (1935) e numerosas estátuas régias, como a de D. João IV (1943), em Vila Viçosa, cujo cavalo já fora apresentado na exposição do Mundo Português, de 1940, caracteriza-se por uma forte iconicidade e pela construção hierática das figuras, salientando o seu carácter majestático e heroico. Francisco Franco sofreu, nos últimos anos de vida, um desastre de viação que lhe fragilizou a saúde, vindo a falecer antes de assistir à inauguração da sua derradeira obra, o Cristo-Rei, que viria a ser inaugurado em Almada em 1959.