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Arquipelago de Origem:
Cochim
Data da Peça:
1630-00-00
Data de Publicação:
30/06/2023
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2023-06-30
Proprietário da Peça:
Proprietário da Imagem:
Comissão Nacional para as Celebrações dos Descobrimentos Portugueses
Autor da Imagem:
Comissão Nacional para as Celebrações dos Descobrimentos Portugueses
Cochim, aguarela de1630 (c.), Fort Kochi, Kerala, Índia.

Categorias
    Descrição
    Cochim.
    Cochim na província do Malabar, em 9 g. e 2/3 (minutos). A fortaleza fundou Francisco d Albuquerque, irmão de A(fons)o dalbuquerque.
    Desenho aguarelado sobre papel.
    Pormenor de planta de autor desconhecido, Manuel Godinho Erédia ?, 1630 (c.).
    Comissão Nacional para as Celebrações dos Descobrimentos Portugueses, Portugal.
    Fort Kochi, Kerala, Índia.

    Cochim foi a primitiva capital do Estado da Índia, tendo o primeiro contacto sido feito por Pedro Álvares Cabral (1467-1520), em 1500, quando o rajá de Cochim acolheu favoravelmente a armada portuguesa enviada à Índia com o objetivo de firmar relações comerciais permanentes no Índico através da instalação de uma feitoria. O desígnio inicial fora fundar a feitoria em Calicute, mas foi gorado pela oposição dos mercadores muçulmanos daquela cidade e, por isso, bombardeada. Nessa sequência, depois, em abril de 1503, as forças do Samorim de Calicute atacaram Cochim e destruíram a feitoria portuguesa, obrigando o rajá e os feitores afetos aos portugueses a retirarem-se para a ilha sagrada de Vaipim.
    Com a chegada de novas armadas portuguesas, em 26 de setembro de 1503, de D. Francisco de Almeida (c. 1450-1510) e de Afonso de Albuquerque (c. 1451-1515), iniciou-se a recuperação, mas só efetivada no final de 1504, quando os hindus de Cochim e os aliados portugueses puderam contar com o apoio também da armada de Lopo Soares de Albergaria (1460-1520) e derrotar decisivamente o inimigo. Recuperado o controlo da cidade, fora, entretanto, decidida a construção de uma fortaleza (forte Manuel) e a instalação de uma guarnição portuguesa, inicialmente, sob o comando de Duarte Pacheco Pereira (1460-1533). A fortaleza foi iniciada pela esquadra de Francisco de Albuquerque (c. 1460-1504), primo de Afonso de Albuquerque (nesta representação dado como irmão, o que é lapso) e que foi a primeira a chegar à Índia; compunha-se de três naus, mas durante o caminho, uma dessas naus, a que era comandada por Pêro Vaz da Veiga, perdeu-se, e Francisco de Albuquerque chegou à ilha Angediva só com dois navios. Soube aí que o rei de Cochim estava gravemente embaraçado, lutando com poucas forças contra os exércitos do samorim de Calecute, e correu em seu auxílio, conseguindo com a sua gente, reanimar as forças e os ânimos, e expulsar os inimigos, depois dalguns combates em que morreram dois chefes locais e muitos guardas do Samorim. No entanto, ao longo de 1504 houve algum desentendimento entre os dois primos Albuquerque, regressando Francisco ao reino ainda nesse ano, mas perdendo-se no regresso.
    A cidade de Cochim assumiu um papel central na administração do Estado Português da Índia em 1505, com D. Francisco de Almeida e permaneceu como capital da Índia Portuguesa até 1530, quando os portugueses elegeram Goa como capital. Com o início do século XVII e a concorrências dos holandeses, tal como, mais concretamente, a partir de 1640, com a passagem dos interesses portugueses para o Atlântico e para o Brasil, houve um certo desinvestimento português no Oriente, sendo Cochim conquistada, a 8 de janeiro de 1663, por forças holandesas da VOC (Dutch East India Company), comandadas pelo almirante e governador Rijcklof Volckertsz. van Goens (1619-1682), tal como no final do XVIII, ainda seria conquistada pelos ingleses.